Abapa inaugura na Bahia maior Centro de Análise de Fibras da América Latina
Nova estrutura recebeu investimentos de R$ 120 milhões e poderá processar até 5 milhões de amostras de algodão na safra 2025/26
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Fonte: Imprensa Apaba
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) inaugurou nesta segunda-feira (8), durante a Bahia Farm Show, o novo Centro de Análise de Fibras, em Luís Eduardo Magalhães (BA), consolidando a Bahia como uma das principais referências mundiais em classificação e qualidade da pluma.Com 5,2 mil metros quadrados de área construída e investimentos acumulados de aproximadamente R$ 120 milhões, a unidade é considerada a maior da América Latina no segmento. A expectativa é que o laboratório processe cerca de 5 milhões de amostras de algodão durante a safra 2025/26.Segundo a Abapa, o Centro de Análise de Fibras representa uma vitrine da excelência técnica do algodão baiano, contribuindo para fortalecer a competitividade da pluma brasileira nos mercados mais exigentes do mundo.Com a ampliação, o laboratório passou a operar com 16 equipamentos HVI (High Volume Instrument), sendo 12 unidades do modelo Uster HVI-1000 e quatro do HVI Automatic Q Pro, fabricados pela Uster Technologies, referência mundial em tecnologias de análise de fibras têxteis. Outros três equipamentos Q Pro já foram adquiridos e devem chegar à unidade em agosto.A capacidade operacional também foi ampliada. O volume de análises passou de 34 mil para 40 mil amostras por dia, podendo alcançar até 70 mil análises diárias com futuras expansões. O projeto prevê a instalação de mais 16 equipamentos, totalizando 32 máquinas em operação.Durante o pico da safra 2025/26, entre junho e dezembro, a expectativa é que o centro opere com 19 equipamentos, em regime ininterrupto, 24 horas por dia e sete dias por semana.De acordo com o gerente do laboratório da Abapa, Sérgio Brentano, as obras tiveram início em setembro de 2023 e promoveram uma transformação estrutural completa nas operações da unidade, ampliando a capacidade de atendimento e a eficiência dos processos.A construção foi viabilizada com recursos próprios da Abapa e contou com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro).