Agro paulista tem superávit de US$ 15,6 bi no ano até setembro
Puxadas pelos embarques de produtos do setor sucroenergético, exportações alcançam US$ 20 bilhões no período
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Fonte: Mapa
O agro paulista registra superávit de US$ 15,61 bilhões no ano até setembro, com exportações de US$ 20,08 bilhões e importações de US$ 4,47 bilhões. No período, o setor respondeu por 36,1% do total das exportações do estado. A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.Principais produtosO complexo sucroalcooleiro foi responsável por 25,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$ 5,07 bilhões. Deste total, o açúcar representou 93,2% e o álcool etílico, etanol, 6,8%.O setor de carnes veio logo em seguida com 16,7% das vendas externas do setor, totalizando US$ 3,35 bilhões, com a carne bovina respondendo por 83,4%. O complexo soja teve participação de 12,5% do total exportado, registrando US$ 2,50 bilhões, 80,7% referentes à soja em grãos e 13,5% de farelo de soja.Produtos florestais representaram 12,2% do valor exportado, com US$ 2,45 bilhões, com 61,4% de celulose e 31,7% de papel. Os sucos responderam por 7,1% de participação, somando US$ 1,42 bilhão, dos quais 96% são referentes ao suco de laranja. O café ocupa a sexta posição, com 5,6% de participação na pauta de exportações, somando US$ 1,13 bilhão, 65% referentes ao café verde e 30% de café solúvel.DestinosA China segue sendo o principal destino das exportações, com 24,9% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, florestais e produtos do setor sucroalcooleiro. A União Europeia aparece em seguida, com 14,0% de participação, enquanto os Estados Unidos responderam por 10,4%. No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o segundo lugar no ranking de exportações, com 15,0% de participação, logo atrás de Mato Grosso (19,1%).