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Anbima destaca expansão de Fiagros e CRAs no financiamento do agronegócio

No primeiro semestre, CRAs movimentaram R$ 7,9 bilhões e Fiagros R$ 8,5 bilhões

13:31

Fonte: Mapa
Fonte: Mapa
O mercado de capitais brasileiro está cada vez mais presente no campo. O agronegócio tornou-se um dos principais motores da expansão do crédito privado, que hoje já corresponde a 33% do saldo total de financiamento rural por meio de instrumentos como Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) e CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), indicam dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

O avanço do financiamento do agronegócio via mercado de capitais registrou um ritmo expressivo. De 2021 a 2025, a participação dos CRAs e Fiagros no crédito rural total subiu de 19% para 33%. Em dezembro de 2025, a soma do estoque de CRAs e dos ativos dos Fiagros já representava cerca de um terço do crédito rural em mercado.

O estoque dos CRAs alcançou R$ 178,4 bilhões em dezembro de 2025. Já os Fiagros somaram R$ 43,1 bilhões em patrimônio líquido. Os dados da Anbima reforçam que o patrimônio dos Fiagros saltou de R$ 3 bilhões em 2021 para R$ 43,1 bilhões em 2025.

Do total de ofertas acumuladas em 2026, os instrumentos voltados ao agronegócio levantaram R$ 33,1 bilhões até setembro. Na comparação anual, os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) recuaram 62,3%, para R$ 11,1 bilhões, enquanto as CPR-Fs (Cédulas de Produto Rural Financeira) cresceram 202,7%, atingindo R$ 11,8 bilhões em ofertas, e os Fiagros avançaram 274,7%, alcançando R$ 10,2 bilhões, registrando o maior volume já observado para o período, indicando continuidade da utilização desses veículos como alternativa de financiamento e diversificação de portfólio.

“O mercado de capitais brasileiro saiu dos grandes centros e chegou ao interior. A captação de recursos através dos CRAs e Fiagros aprimorou o processo de financiamento das cooperativas e dos demais agentes do segmento, ao criar novas alternativas de funding, muitas vezes com menores custos e mais adequado ao perfil do tomador, fortalecendo assim as cadeias produtivas que sustentam o agronegócio e o crescimento do setor”, assinala a gerente de Mercado de Capitais da Anbima, Erika Lacreta.

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