Associação Brasileira de Automação aposta na demanda por rastreabilidade para crescer no agronegócio
Primeiro aporte do braço de investimento da GS1 foi na agtech Ecotrace, especializada em tecnologias de rastreamento de produtos e processos
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A Associação Brasileira de Automação [GS1 Brasil], emissora oficial do padrão global de identificação por meio do código de barras no Brasil, aposta na demanda cada vez mais acentuada do agronegócio por comprovação de originação e dos processos de rastreabilidade dos produtos para crescer no setor. Foi o que destacou o presidente da GS1, João Carlos de Oliveira, na mais recente edição do evento "Brasil em Código", realizado no começo de agosto, na capital paulista."O agro vem numa crescente em nossa carteira de negócios, e o potencial de avanço é muito grande. O setor é receptivo a novas tecnologias e compreende que a manutenção da competitividade passa pela constante atualização", ressaltou o dirigente, acrescentando que: "um dos termômetros desta nossa agenda é, por exemplo, o índice de maturidade tecnológica digital no agro que a GS1 divulga periodicamente, e que abrange mais de 500 propriedades rurais, pequenas, médias e grandes".Não à toa, o primeiro investimento do GS1 Brasil Ventures, braço da associação criado para apoiar a expansão de negócios e o desenvolvimento do mercado, especialmente de empresas de tecnologia voltadas à rastreabilidade, identificação e eficiência das cadeias produtivas, foi numa agtech, a Ecotrace.Segundo João Carlos de Oliveira, “o investimento na Ecotrace faz parte da estratégia da GS1 em se aproximar de startups que atuam no desenvolvimento de soluções que contribuam para o aprimoramento do ecossistema da cadeia de abastecimento, em particular no agro”.Fundada em 2018, a Ecotrace usa tecnologias como blockchain, inteligência artificial, visão computacional e Internet das Coisas (IoT) para monitorar informações ao longo da cadeia produtiva, com o objetivo de tornar a jornada de rastreabilidade mais transparente e lucrativa. "A solução permite rastrear produtos, fornecedores e processos produtivos, assegurando dados imutáveis e auditáveis, além de gerar inteligência para compliance ESG, gestão de riscos, otimização de recursos, melhoria de processos e tomada de decisão estratégica", assinala o CEO da Ecotrace, Flávio Redi.De acordo com o executivo, neste momento, por exemplo, em que o Mercosul e a União Europeia estabeleceram o acordo de livre comércio, tecnologias como a da Ecotrace podem viabilizar o acesso a mercados internacionais exigentes e aumentar a eficiência operacional de empresas que atuam em cadeias de valor complexas.