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Banana lidera queda de preços em maio, aponta Conab

De acordo com o Boletim Hortigranjeiro do Prohort, a maior oferta derruba as cotações da fruta no atacado

14:55

Foto: Pexels
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Os preços médios da banana registraram queda de 4,89% nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em maio, na comparação com abril, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no mais recente Boletim Hortigranjeiro do Prohort.

A redução foi impulsionada pelo aumento da oferta e pela melhora da qualidade da fruta, especialmente da variedade nanica. A maçã também manteve a trajetória de recuo observada nos meses anteriores e encerrou maio com queda média de 5,53%. Já a alface registrou desvalorização de 1,94%, refletindo a retração da demanda típica dos meses mais frios. Entre as principais quedas da hortaliça destacam-se Belo Horizonte (-27,98%), Vitória (-25,71%) e Rio de Janeiro (-25,20%).

 

Oferta elevada pressiona preços de frutas


Na banana, a Ceasa de Campinas (SP) registrou uma das maiores reduções de preços, com recuo de 13,27%. Fortaleza (CE) foi exceção entre os mercados monitorados, apresentando alta de 6% nas cotações.

A melancia ficou mais barata em 70% das Ceasas avaliadas, embora tenha encerrado o mês com alta de 3,37% na média ponderada, influenciada pelo aumento das vendas de minimelancias no Rio de Janeiro.

A laranja registrou leve valorização de 1,42% na média nacional, apesar de quedas expressivas em São Paulo (-10,93%) e São José (SC) (-10,03%). Segundo a Conab, estoques adequados e menor demanda externa influenciaram o comportamento do mercado. Entre as frutas, o mamão teve a maior alta mensal, com avanço de 7,49%, impulsionado pela menor oferta da variedade formosa.

 

Batata lidera altas entre as hortaliças


No segmento de hortaliças, a batata apresentou a maior valorização do período, com aumento médio de 57,95% nas Ceasas monitoradas. O avanço foi impulsionado pela redução da oferta entre o fim da safra das águas e o início da safra de inverno. Em Minas Gerais, principal produtor nacional, a alta chegou a 84,44%.

A cebola também manteve a trajetória de valorização pelo terceiro mês consecutivo, acumulando alta média de 12,53%, enquanto o tomate registrou avanço de 19,85%. Segundo a Conab, as temperaturas mais baixas nas regiões produtoras retardaram a maturação dos frutos, permitindo aos produtores controlar melhor o ritmo da colheita e da oferta.

Além do mercado interno, o setor hortifrutigranjeiro brasileiro também registrou desempenho positivo no comércio exterior. Até maio de 2026, as exportações somaram 555,77 mil toneladas, crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, com faturamento de US$ 663,4 milhões. Maçã, abacate, pêssego, melancia, manga e melão figuraram entre os principais produtos embarcados.

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