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Biodiesel: MME e CNPE fortalecem infraestrutura de testes para ampliar mistura no diesel

Investimento de R$ 30 milhões amplia rede de laboratórios e apoio técnico para misturas superiores a B15 até B25

09:44

Fonte: MME
Fonte: MME
O Ministério de Minas e Energia (MME), com a chancela do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), segue avançando na implementação da Lei do Combustível do Futuro com o fortalecimento da estrutura nacional de testes para avaliação do uso de teores mais elevados de biodiesel no diesel. Em maio, o Governo do Brasil aprovou o Plano de Testes para misturas superiores a B15 e viabilizou R$ 30 milhões, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), para ampliar a capacidade de ensaios mecânicos e químicos no país. A lei prevê o aumento da mistura de biodiesel no diesel de até 25%.

Segundo o ministro Alexandre Silveira, a ampliação da infraestrutura de ensaios e a realização dos estudos previstos na legislação são fundamentais para que futuras decisões sejam tomadas com base em evidências técnicas, fortalecendo a confiança dos agentes econômicos e consolidando o protagonismo do país na transição energética.

“O avanço dos biocombustíveis no Brasil precisa ser conduzido com responsabilidade e previsibilidade. Por isso, seguimos rigorosamente o plano de testes aprovado, garantindo segurança jurídica e regulatória ao setor, preservando a qualidade do combustível que chega ao consumidor e assegurando que a evolução das misturas ocorra sem impactos para a frota brasileira. Nosso objetivo é pavimentar o caminho definitivo rumo ao B25”, afirmou o ministro.

Os recursos permitirão a expansão da infraestrutura utilizada nas avaliações, com o aumento de 2 para 16 laboratórios mecânicos e físico-químicos e de 2 para 6 bancadas de testes — plataformas nas quais motores são operados com diferentes combustíveis para análise de desempenho, durabilidade e emissões. Os ensaios previstos no Plano de Testes tiveram início em 20 de maio, no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), marcando o começo da etapa prática de avaliação das misturas superiores de biodiesel.

A ampliação da capacidade técnica busca assegurar que a evolução dos teores de biodiesel ocorra com base em evidências científicas e em avaliações conduzidas por instituições especializadas, garantindo a confiabilidade dos resultados e a segurança para consumidores, fabricantes e agentes do setor.

Os estudos previstos no plano subsidiarão futuras decisões sobre o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel. Conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro, eventuais elevações dos percentuais dependem de análise técnica e da deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), colegiado composto por ministros de Estado e responsável pela definição das diretrizes da política energética brasileira.

A adoção de percentuais superiores aos atuais representa mais um passo na estratégia do Governo do Brasil para ampliar o uso de combustíveis renováveis, fortalecer a segurança energética, estimular investimentos e avançar na descarbonização da matriz de transportes.

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