Brasil e China têm amplo espaço para ampliar investimentos, diz Embaixador Marcos Galvão em fórum em Xangai
Encontro promovido pelo CEBC reuniu autoridades e representantes de grandes empresas brasileiras e chinesas
17:34
Fonte: CEBC
O Embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, afirmou, nesta quarta-feira (4), estar convencido de que existe amplo espaço para ampliar investimentos, fortalecer a cooperação empresarial e construir parcerias de longo prazo entre os dois países. Galvão participou do Fórum Empresarial Brasil-China 2026: Parcerias Estratégicas para o Futuro, realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), e que reuniu cerca de 300 participantes, entre autoridades, executivos e representantes de empresas e instituições brasileiras e chinesas.Organizado em parceria com o Conselho Chinês para Promoção do Investimento Internacional (CCIIP), o evento contou com apoio da ApexBrasil, patrocínio de Bradesco, Suzano e Vale e parceria de mídia do China Trade News.Na oportunidade, o diplomata ressaltou a convergência entre a expansão internacional das empresas chinesas e os esforços brasileiros de reindustrialização e transição energética. Ao destacar a maturidade e o momento favorável da relação bilateral, Galvão defendeu que essa trajetória sirva de base para avanços nos próximos anos: "Creio, porém, que esse melhor período não deve ser visto como um ponto de chegada, mas como uma plataforma para novas conquistas", afirmou.O Embaixador também apontou o potencial de colaboração em novas energias, economia digital, inteligência artificial, saúde, inovação industrial e desenvolvimento sustentável.Mais do Fórum A cerimônia de abertura contou com a participação do Cônsul-Geral do Brasil em Xangai, Embaixador Augusto Pestana; da Diretora Executiva do CEBC, Cláudia Trevisan; do representante da ApexBrasil para a Ásia-Pacífico, Victor Queiroz; e da Vice-Presidente Executiva e Secretária-Geral do CCIIP, Zhou Xiaoyan.Em seu discurso, Cláudia Trevisan destacou a evolução da presença chinesa na economia brasileira. Segundo levantamento do CEBC, o estoque de investimentos chineses no Brasil alcançou US$ 85,5 bilhões em 2025. Embora a maior parte dos recursos esteja concentrada nos setores de eletricidade e petróleo, cresce o número de projetos na indústria manufatureira, mineração e economia digital. Trevisan ressaltou, ainda, a importância de transformar as conexões empresariais em negócios, investimentos e parcerias de longo prazo.Victor Queiroz enfatizou a complementariedade entre as economias brasileira e chinesa e a importância de converter as vantagens dos dois países em projetos que fortaleçam as cadeias produtivas, promovam desenvolvimento tecnológico e gerem empregos. Também destacou as oportunidades de ampliar o acesso de produtos de maior valor agregado ao mercado chinês.Zhou Xiaoyan, por sua vez, ressaltou o papel da articulação entre empresas e governos na concretização de investimentos, incluindo a cooperação entre estados brasileiros e províncias chinesas. Anunciou também a intenção de realizar uma sessão dedicada à apresentação de oportunidades e a encontros de negócios voltados ao Brasil na segunda edição da Feira de Investimento no Exterior e Serviços Integrados, prevista para abril de 2027, em Xangai.