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Cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras em abril

Combustíveis mais caros, entressafra e restrição de oferta pressionaram alimentos como leite, tomate, feijão e carne bovina

10:43

Fontex: Pexels
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgaram nesta segunda-feira (11) a edição de maio da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, apontando aumento do custo da cesta básica em abril em relação a março nas 27 capitais brasileiras.

Segundo análise da Conab, a alta dos combustíveis — influenciada pela guerra entre Irã e Estados Unidos — também impactou os custos logísticos e pressionou os preços no varejo.

“Essa influência varia de acordo com a cadeia produtiva a ser analisada. Cada setor tem suas particularidades e a influência que os combustíveis exercem na composição dos preços pode variar. Ainda assim, foi verificado aumento no custo nas operações de remoção dos produtos”, afirmou Gabriel Rabello.

Na comparação mensal entre março e abril, as maiores altas da cesta ocorreram em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).

Apesar disso, São Paulo continuou registrando a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 906,14, seguida por Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26).

Entre os produtos analisados, o leite integral teve aumento de preços em todas as 27 capitais, refletindo a menor oferta de matéria-prima no campo durante a entressafra.

A batata também registrou alta em todas as cidades do Centro-Sul monitoradas pela pesquisa, pressionada pela redução da oferta no fim da safra.

O feijão ficou mais caro em 26 capitais, com exceção de Belo Horizonte, enquanto o tomate subiu em 25 cidades, com destaque para Fortaleza, onde a alta chegou a 25,58%.

Já o pão francês e a carne bovina de primeira tiveram aumento em 22 capitais. Segundo o levantamento, a restrição na oferta de trigo e a demanda aquecida sustentaram os preços do pão, enquanto a oferta limitada de animais prontos para abate pressionou as carnes.

Mesmo com o avanço da colheita, o arroz também apresentou alta em 21 cidades, diante da retenção de oferta pelos produtores, que aguardam melhores preços.

Por outro lado, o café em pó registrou queda em 22 das 27 capitais analisadas, com os maiores recuos em Cuiabá (-4,56%) e Rio Branco (-3,80%). A proximidade da nova safra, a redução dos embarques e as incertezas globais contribuíram para aliviar os preços do produto no varejo.

Na análise acumulada de 12 meses, entre abril de 2025 e abril de 2026, a cesta básica ficou mais cara em 18 capitais e apresentou queda em outras nove.

As maiores altas foram observadas em Cuiabá (9,99%), Salvador (7,14%) e Aracaju (6,79%), enquanto as maiores reduções ocorreram em São Luís (-4,84%) e São Paulo (-0,34%).

Entre os alimentos, arroz e açúcar acumularam queda de preços em todas as capitais no período de 12 meses. Já café e manteiga apresentaram recuo em 24 das 27 cidades pesquisadas.

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