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Chuvas devem provocar quebra da safra paulista de trigo

Produção deve ficar abaixo de 20% das 350 mil toneladas inicialmente previstas

13:23

Fonte: Abitrigo
Fonte: Abitrigo
As perdas provocadas pelas chuvas em setembro devem comprometer ainda mais a safra de trigo de São Paulo, cuja produção pode ficar abaixo de 20% das 350 mil toneladas inicialmente previstas. Este foi o alerta do segmento produtivo, que se reuniu nesta quinta-feira (29), na terceira e última reunião do ano da Câmara Setorial do Trigo do estado, realizada na Cooperativa Castrolanda, no Entreposto Itaberá (SP).

Segundo o presidente da Câmara Setorial, Ruy Zanardi, a situação se agravou em relação às previsões apresentadas no encontro anterior, quando já havia uma expectativa de redução da produção, mas boas estimativas quanto à qualidade. "Agora, além da quebra de produção, a qualidade do trigo colhido também preocupa, pois as fortes chuvas durante o período de colheita prejudicaram o cereal. A estimativa é de que apenas 10% a 15% do volume produzido seja classificado como Tipo 1."

De acordo com o dirigente, a previsão de que a safra não seria boa, feita na última reunião da Câmara, se confirmou. "Mas, pelos relatos que ouvimos aqui, a situação se agravou e foi pior do que o esperado. A expectativa era colher cerca de 350 mil toneladas, mas não chegaremos nem a 20% desse volume”, lamentou.

Zanardi atribuiu as perdas às condições climáticas registradas a partir do início de setembro, quando as chuvas se intensificaram em todo o estado. Em alguns municípios, o volume de precipitação chegou a 629 milímetros no mês, equivalente a 629 litros de água por metro quadrado.

O presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo), Max Piermartiri, também alertou para os desafios econômicos que devem acompanhar a recuperação da atividade. “O caminho daqui para frente será difícil. Ainda enfrentaremos desafios nesta safra de 2026/2027, em um cenário econômico que pode continuar complicado em 2027 e até 2028. Precisamos fortalecer a aproximação entre a produção agrícola e a indústria moageira”, concluiu.

 

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