CITI ISO DATAGRO NY Sugar & Ethanol Conference discute mudanças na economia global e as oportunidades para o mercado de commodities
Evento em Nova York reúne lideranças globais para debater perspectivas para açúcar, etanol e biocombustíveis
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Conflitos com potencial de mexer com mercados em escala global e as oportunidades diante deste cenário estarão no centro das discussões da 19ª edição da CITI ISO DATAGRO New York Sugar & Ethanol Conference, que será realizada em 13 de maio, em Nova York. Consolidado como um dos principais fóruns globais do setor sucroenergético, o evento reúne autoridades, lideranças de negócios e especialistas para discutir dinâmicas de mercado, desafios regulatórios e oportunidades de investimento."O Brasil está em uma posição privilegiada, diante de muitos países do mundo, por toda eficiência dos agricultores, os investimentos em tecnologia para agregar valor aos coprodutos e ter a matriz energética mais limpa do mundo", comenta Plinio Nastari, presidente da DATAGRO.No ano passado, a conferência contou com mais de 80 palestrantes e 500 participantes de 30 países, em uma programação com mais de nove horas de conteúdo.O encontro é o evento técnico oficial da NY Sugar Week e é promovido em parceria entre DATAGRO, Citi e International Sugar Organization.A abertura dos debates contará com a participação de Ernesto Revilla, economista-chefe para a América Latina do Citi, que falará sobre as mudanças na economia global e seus impactos sobre as commodities agrícolas.Ao longo do evento, especialistas discutirão as perspectivas para a produção e o mix de açúcar e etanolno Brasil na safra 2026/27, com participação de José Orive, diretor executivo da International Sugar Organization (ISO), além de Mario Campos Filho, presidente da Bioenergia Brasil, e Plinio Nastari, presidente da DATAGRO.Os impactos da produção em grandes players globais também estarão em pauta, com contribuições de Jeremy Austin, diretor da Sucden, e Ravi Gupta, membro do conselho executivo da Shree Renuka Sugars Limited, que abordarão as perspectivas na Índia, Tailândia e União Europeia.A conferência também terá a a participação de Alfonso Garcia Mora, vice-presidente para América Latina e Europa da International Finance Corporation (IFC), do Grupo Banco Mundial, que trará uma visão sobre os desafios e oportunidades geopolíticas nos mercados de commodities."O Citi tem orgulho de apoiar um evento como esse. Temos uma relação histórica com o agro e a missão de fortalecer redes para ampliar oportunidades, aproveitando toda a força que só um banco global pode ter. Converter o potencial do setor em projetos concretos, com capital estruturado, acesso a investidores globais e instrumentos para atravessar a volatilidade geopolítica é exatamente o que fazemos no Brasil há mais de 110 anos”, destaca José Alberto Benamor, head do Commercial Bank do Citi Brasil.No debate sobre a expansão do etanol no cenário internacional, estarão presentes Geoff Cooper, presidente e CEO da Renewable Fuels Association (RFA), e Paulo Macedo, diretor global de Relações Internacionais da Raízen, discutindo iniciativas como E15 nos Estados Unidos e avanços em outros mercados.A visão de investidores e fundos será apresentada por Arkady Gevorkyan, estrategista de commodities do Citi, Flavio Fujihira, diretor da Fitch Ratings, e Salvatore Milanese, sócio fundador da Pantalica Partners, trazendo análises sobre o complexo de açúcar, etanol e commodities agrícolas.Encerrando a programação temática, o painel sobre novos mercados para o etanol contará com Edward S. Hubbard Jr., diretor da Renewable Fuels Association (RFA), e José Augusto Vieira da Cunha de Menezes, representante permanente do Brasil na Organização Marítima Internacional (IMO).O tema ganha relevância em um cenário em que países ampliam investimentos na transição energética e novas demandas energéticas surgem globalmente, exigindo maior integração entre políticas públicas, inovação e capital privado.Ao longo de quase duas décadas, a conferência se consolidou como uma plataforma estratégica para troca de conhecimento e articulação entre os principais agentes do setor, reforçando o papel do Brasil como protagonista global na agenda de biocombustíveis.