Conab registra índices de vegetação acima da média histórica
Boletim indica condições favoráveis para as lavouras na maior parte do país, mas aponta risco de perdas no Rio Grande do Sul devido ao excesso de chuva
14:06
Foto: Engin Akyurt/Pexels
As condições climáticas registradas entre os dias 1º e 21 de julho favoreceram o desenvolvimento das lavouras de inverno e o avanço da colheita do algodão e do milho segunda safra em grande parte do Brasil, de acordo com o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Conforme informado pelo levantamento, os índices de vegetação permanecem acima da média histórica e também superam os registrados no mesmo período da safra passada. Apesar do cenário positivo, a estatal chama atenção para os riscos provocados pelo excesso de chuvas noRio Grande do Sul.Segundo a Conab, o predomínio de tempo seco beneficiou as atividades no campo na maior parte do país, enquanto os maiores volumes de chuva se concentraram nas regiões Norte e Sul e no litoral leste do Nordeste. No Amazonas e em Roraima, as precipitações favoreceram o desenvolvimento da sojae do milho terceira safra. Já no Pará, em Rondônia e no Tocantins, o tempo seco contribuiu para a maturação e a colheita do algodão e do milho safrinha.Na Região Sul, o frio e a ocorrência de geadas favoreceram o desenvolvimento inicial do trigo, enquanto a boa umidade do solo beneficiou as lavouras de milho segunda safra no Paraná. No Rio Grande do Sul, o tempo firme observado durante o período analisado criou condições favoráveis para a cultura do trigo. No entanto, as chuvas intensas registradas no fim de julho aumentaram o risco de danos às plantas e de lixiviação, processo em que o excesso de água remove nutrientes do solo e reduz sua fertilidade. A Conab ressalta que esses efeitos ainda não aparecem no boletim, já que os indicadores de vegetação consideram informações apenas até 20 de julho.No Nordeste, a falta de chuvas reduziu a umidade do solo na região do Sealba, formada por Sergipe, Alagoas e o nordeste da Bahia, prejudicando as lavouras de feijão e de milho terceira safra. Em contrapartida, o tempo seco no Matopiba, que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, favoreceu a maturação e a colheita do algodão e do milho segunda safra. No sudoeste de Mato Grosso do Sul, a baixa umidade do solo afetou as lavouras de trigo durante as fases de floração e enchimento de grãos, o que pode comprometer o potencial produtivo da cultura no estado.