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Consumo de café cresceu 2,29% no Brasil até agosto

Mercado interno adquiriu 13,68 milhões de sacas de 60 quilos no período

17:36

Foto: Freepik
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O consumo de café no Brasil cresceu 2,29% entre janeiro e agosto de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic)

Em volume, o consumo chegou a 13,68 milhões de sacas de 60 quilos nos oito primeiros meses do ano, com o ritmo de crescimento aumentado no segundo quadrimestre. Entre maio e agosto, foram 7,02 milhões de sacas, alta de 4,65% em relação ao mesmo período de 2025. 

Nos primeiros quatro meses do ano, o avanço havia sido de 2,44%. O diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio, relacionou o desempenho, entre outros fatores, ao aumento da oferta, com a normalização dos volumes de matéria-prima das variedades arábica e robusta/conilon.

A Abic também apontou preços mais acessíveis ao consumidor, com redução em praticamente todas as categorias de produtos na comparação anual para o mês de agosto.

A maior queda, de 21,22%, ocorreu no café torrado e moído das variedades tradicional e extraforte. O preço médio do produto, nesse período de 12 meses, passou de R$ 62,83 em agosto de 2025 para R$ 49,50 o quilo em agosto de 2026. Em maio deste ano, estava em R$ 55,42 o quilo.

Abic projeta crescimento de 2,5% no consumo em 2026


Para 2026, a Abic projeta crescimento de 2,5% no consumo brasileiro de café, para 21,9 milhões de sacas de 60 quilos. A estimativa considera o período entre novembro de 2025 e outubro de 2026, adotado como “calendário da indústria” para a medição dos resultados.

O presidente da Abic, Pavel Cardoso, afirmou que os números ainda são preliminares. Segundo ele, o resultado dependerá principalmente das condições climáticas, sob efeitos do fenômeno El Niño, e de uma “linearidade” dos preços do café no mercado físico.

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