Cooxupé projeta recebimento de até 8 milhões de sacas de café em 2026
Presidente da cooperativa avalia cenário positivo para a cafeicultura e destaca necessidade de safra cheia no Brasil
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Durante o Seminário Internacional do Café, realizado na noite de terça-feira (19) em Santos, o presidente da Cooxupé, Carlos Augusto Rodrigues de Melo, afirmou ao jornal Globo Rural que a cooperativa espera elevar o volume de recebimento de café em 2026.Segundo ele, a expectativa é receber entre 7 milhões e 8 milhões de sacas de 60 quilos neste ano, acima das 6,07 milhões de sacas registradas em 2025.O executivo destacou que a colheita nas áreas de atuação da cooperativa ainda está em estágio inicial, mas avaliou que o cenário indica uma boa produção.Melo também classificou como positivo o atual momento da cafeicultura brasileira. De acordo com ele, os preços seguem em patamares elevados, apesar da volatilidade observada recentemente no mercado.O presidente da Cooxupé afirmou que a sustentação das cotações ocorre devido à oferta limitada de café disponível no mercado físico, fator que amplia o espaço para movimentos especulativos.Na avaliação do dirigente, o balanço global entre oferta e demanda segue ajustado. Segundo Melo, a produção mundial gira entre 175 milhões e 180 milhões de sacas de 60 quilos, patamar próximo ao consumo global.“O Brasil precisa produzir 70 milhões de sacas. Senão, vamos perder espaço. Com 70 milhões, vamos equilibrar o mercado. E eu espero que, resolvendo essa questão geopolítica, outros mercados venham, em especial na Ásia e Oriente Médio”, afirmou.O setor acompanha agora a divulgação do segundo levantamento da safra brasileira de café pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), prevista para esta quarta-feira (21). No primeiro relatório, publicado em fevereiro, a Conab estimou a produção brasileira em 66,19 milhões de sacas de 60 quilos para 2026, volume 17,1% superior ao registrado em 2025, quando a safra somou 56,35 milhões de sacas.