Entregas de fertilizantes crescem 1,6% no quadrimestre, diz ANDA
Safrinha sustentou demanda no início do ano, enquanto alta do enxofre pressionou a produção doméstica; importações seguiram elevadas
11:13
Fonte: Wenderson Araujo/Trilux (CNA)
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 2,54 milhões de toneladas em abril de 2026, volume 6,0% inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram comercializadas 2,70 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (7) pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).Apesar da retração em abril, no acumulado do primeiro quadrimestre as entregas atingiram 12,30 milhões de toneladas, alta de 1,6% em relação às 12,11 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.Segundo a ANDA, o crescimento observado entre janeiro e abril reflete principalmente a forte demanda da segunda safra de milho. Já o desempenho de abril sinaliza um ritmo mais moderado de compras para a próxima safra de verão.O estado do Mato Grosso permaneceu como o principal destino dos fertilizantes no período, concentrando 3,06 milhões de toneladas, o equivalente a 24,9% do total entregue no país. Na sequência aparecem São Paulo (1,39 milhão de toneladas), Paraná (1,33 milhão), Goiás (1,31 milhão) e MinasGerais (1,05 milhão).Na produção nacional, o desempenho foi mais fraco. Em abril, a fabricação de fertilizantes intermediários totalizou 510 mil toneladas, queda de 9,2% em relação ao mesmo mês de 2025.No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a produção nacional alcançou 1,92 milhão de toneladas, recuo de 14,4% frente às 2,24 milhões de toneladas produzidas no mesmo período do ano anterior.De acordo com a ANDA, a retração está ligada principalmente à forte valorização do enxofre no mercado internacional, insumo essencial para a fabricação de fertilizantes fosfatados, segmento em que se concentra a produção brasileira.A entidade ressalta ainda que parte da produção nacional não foi capturada nas estatísticas do período em razão de mudanças na estrutura societária de empresas e da retomada de operações em algumas unidades industriais.Enquanto isso, as importações permaneceram elevadas. Em abril, o Brasil importou 3,05 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, alta de 10,4% na comparação anual.No acumulado do quadrimestre, as compras externas somaram 11,21 milhões de toneladas, volume praticamente estável em relação às 11,26 milhões de toneladas importadas no mesmo intervalo de 2025, com leve recuo de 0,4%.Segundo a associação, o elevado volume importado também foi impulsionado pela demanda da segunda safra de milho, que exigiu maior disponibilidade de insumos.