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EUA traçam estratégias para recuperar competitividade no algodão

Há três safras, Brasil é o maior exportador mundial, e responde atualmente por 34% do comércio internacional da pluma

11:35

Fonte: Shutterstock
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O renomado trader do mercado de algodão Joe Nicosia, da Louis Dreyfus Company (LDC), disse no ICA Trade Event 2026, realizado nos dias 14 e 15 de outubro, em Istambul, na Turquia, que os Estados Unidos traçam estratégias para recuperar competitividade no algodão. O tradicional encontro da cotonicultura global reuniu representantes da indústria têxtil, traders, produtores e especialistas internacionais.

Segundo Nicosia, os EUA estão buscando estimular a demanda por sua fibra por meio de acordos comerciais e incentivos à indústria têxtil. Nesta agenda, o trader apontou três iniciativas com potencial para alterar a dinâmica do mercado: a retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, possíveis isenções tarifárias previstas na Seção 301 da legislação comercial norte-americana e a aprovação do Buying American Cotton Act (BACA), projeto que prevê incentivos fiscais para produtos têxteis fabricados com algodão dos Estados Unidos.

Segundo a análise apresentada, a implementação das três medidas poderia impulsionar os preços internacionais do algodão para patamares superiores a 100 centavos de dólar por libra-peso.

Há três safras, o Brasil é maior exportador mundial, e responde atualmente por 34% do comércio internacional de algodão, mostram números da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Para o ciclo 2026/2027, a Anea projeta exportações próximas de 3,4 milhões de toneladas.

Projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apresentadas na conferência revelam que a produção mundial de algodão em 2026/27 deverá alcançar 118 milhões de fardos, diante de um consumo estimado em 123,1 milhões.

 

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