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Falta de controle fitossanitário na soja pode provocar perda superior a 120 milhões de toneladas

Segundo estudo da UFV, queda de produção exigiria ampliação de áreas de cultivo, equivalente ao estado de Goiás

17:23

Fonte: CNA
Fonte: CNA
A ausência de controle de pragas, doenças e plantas daninhas nas lavouras de soja, ou seja, a falta de boas práticas fitossanitárias, pode provocar perda média de produção superior a 121 milhões de toneladas, com valor econômico negativo estimado em R$ 223,5 bilhões, mostra estudo simulado da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Na situação mais crítica analisada no trabalho, a redução da oferta em relação à produção potencial chega a aproximadamente 65% nos principais estados analisados, enquanto a alta estimada no preço da soja alcança 49%.

O docente da UFV, doutor em Fitopatologia e pesquisador chefe do estudo, Emerson Del Ponte, explica a pesquisa: “transformamos a perda de produtividade em quebra de oferta e, por meio de elasticidades calibradas com dados do CEPEA, calculamos a alta no preço da soja. Depois, aplicamos o repasse desse preço a cada alimento e ponderamos pelo peso do item no IPCA. É assim que uma alta de 10% na soja chega a 4,6% no óleo, 1,7% no leite e 1,1% nos ovos. O estudo não é uma previsão, é uma demonstração do cenário extremo que ilustra o quanto o manejo importa para o bolso do consumidor”.

“O agro inovador é aquele que combina tecnologia e boas práticas para ampliar a produtividade e a competitividade. Na agricultura tropical brasileira, marcada por desafios fitossanitários no campo e pela alta demanda por alimentos, o manejo integrado é fundamental para promover a sustentabilidade das lavouras e contribuir para que a produção chegue à mesa do consumidor com qualidade e eficiência”, afirma a presidente da CropLife Brasil, Ana Repezza.

Além dos impactos sobre a lavoura e os preços dos alimentos, o relatório completo do estudo avaliou as consequências dos desafios agronômicos em outras duas dimensões: as exportações e a demanda por terra. Para repor o volume perdido no cenário sem controle, seriam necessários 33,5 milhões de hectares adicionais, considerando a produtividade média de referência, uma área equivalente a extensão territorial de Goiás.

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