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Fundecitrus projeta safra de laranja 12,9% menor em 2026/27

Produção deve somar 255,2 milhões de caixas, pressionada por bienalidade, greening e clima adverso

11:29

Fonte: Wenderson Araujo/Trilux (CNA)
Fonte: Wenderson Araujo/Trilux (CNA)
A Fundecitrus projetou a safra 2026/27 de laranja do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro em 255,20 milhões de caixas de 40,8 quilos.

O volume estimado é 12,9% inferior ao colhido na temporada 2025/26, quando foram produzidas 292,94 milhões de caixas, além de ficar 14,7% abaixo da média da última década.

Segundo o Fundecitrus, a retração é consequência da bienalidade da cultura — fenômeno natural de alternância produtiva entre safras —, da redução no número de frutos por árvore e do aumento da queda prematura dos frutos.

Os fatores negativos superaram os efeitos positivos do maior peso das laranjas e do aumento do número de árvores produtivas no parque citrícola.

“Esta é uma safra impactada pela variabilidade climática e pela maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos. Apesar de avanços no peso médio e no nível tecnológico dos pomares, o cenário exige rigor no manejo e monitoramento contínuo”, afirmou Juliano Ayres, diretor-executivo do Fundecitrus

O último levantamento da doença realizado pela entidade, em setembro de 2025, apontou que o greening atingia 47,6% das laranjeiras do parque citrícola.

A projeção indica peso médio de 160 gramas por fruto no ponto de colheita, acima do registrado na safra anterior, favorecido pela menor carga de frutos por árvore e pelas melhores condições hídricas durante o desenvolvimento das plantas.

Ainda assim, a produtividade média estimada caiu para 697 caixas por hectare, retração de 13,8% frente ao ciclo passado.

De acordo com o Fundecitrus, todas as variedades analisadas apresentaram queda de rendimento. Além da menor quantidade de frutos por árvore, a taxa de queda prematura, estimada em 23,7%, e a taxa de perda total de frutos, projetada em 31,3%, contribuíram para o cenário de menor produtividade.

Entre os principais fatores de pressão para a nova safra estão o avanço do greening, a incidência de leprose, a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 e a expectativa de uma colheita mais tardia.

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