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Infestação da cigarrinha-do-milho aumenta no Triângulo Mineiro e Norte de São Paulo

Média geral passou de 56,48 para 76,78 insetos por armadilha nas regiões citadas, mostra levantamento da Fazu

15:54

Foto: Andrew Swarga/Pexels
Foto: Andrew Swarga/Pexels
Nesta segunda-feira (10), a Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba) divulgou o boletim de monitoramento da cigarrinha-do-milho, que abrange o Triângulo Mineiro e o Norte de São Paulo. Os dados são referentes ao mês de julho e indicam o cenário da praga durante este período de entressafra.

Os resultados indicam uma nova elevação da população regional da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). A média geral passou de 56,48 para 76,78 cigarrinhas por armadilha, mantendo a tendência de crescimento observada desde maio, embora ainda permaneça abaixo do pico registrado em março. Esse comportamento evidencia que as populações do vetor permanecem ativas durante a entressafra, reforçando a importância do monitoramento contínuo.

Entre os municípios monitorados, Uberlândia (MG) segue concentrando as maiores densidades populacionais, registrando novo aumento em relação ao mês anterior e consolidando-se como a principal área de atenção da Rede Sentinela. A persistência de elevadas populações durante o período seco sugere a manutenção de condições favoráveis à sobrevivência do inseto, possivelmente associadas à disponibilidade de plantas hospedeiras, como milho-tiguera e cultivos irrigados, além da movimentação natural dos adultos entre áreas agrícolas.

Uberaba (MG) e Barretos (SP) também apresentaram incremento nas capturas em relação a junho, indicando aumento da ocorrência local, embora em intensidade significativamente inferior à observada em Uberlândia. Em Conquista (MG), por sua vez, foi registrada discreta redução da população, mantendo-se em níveis relativamente baixos quando comparados aos demais municípios. A ausência de registros de cigarrinha-africana (Leptodelphax maculigera) em todas as localidades monitoradas confirma que, até o momento, a espécie não apresenta participação relevante na dinâmica populacional regional.

A manutenção de fontes de alimento e abrigo, especialmente áreas com milho voluntário (tiguera), pode favorecer a sobrevivência do vetor e aumentar a pressão inicial de inóculo dos molicutes nas primeiras lavouras implantadas. A eliminação de plantas voluntárias e o monitoramento das áreas destinadas às primeiras semeaduras permanecem medidas fundamentais para reduzir o risco de enfezamentos.

 

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