Maior disponibilidade de gás natural dá novo arranque à produção de fertilizantes no RJ
Estudo “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2026” da Firjan destaca investimentos na UPGN do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí
17:11
Fonte: Sistema Faespsenar
O estado do Rio de Janeiro se consolida em 2026 como celeiro energético do país e pode se tornar o epicentro de uma reindustrialização baseada em produtos químicos de alto valor agregado e em fertilizantes. Com uma carteira de investimentos que supera a marca de R$ 25 bilhões projetada até 2030, a indústria fluminense avança através de mercados de petróleo, gás, energia e naval, destaca o estudo “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2026”, produzido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), e que será lançado nesta quarta-feira (4).De acordo com o documento, que chega a sua quinta edição, a entrada em plena operação da infraestrutura do Projeto Rota 3 e do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, aumentou o patamar de disponibilidade de insumos no estado. Com a capacidade de processamento de gás natural impulsionada pelos dois módulos da UPGN do Complexo, o Rio dispõe de uma oferta robusta de gás natural para alimentar a cadeia petroquímica e de fertilizantes.Também o tradicional Polo Petroquímico de Duque de Caxias desempenha um papel fundamental. O polo abriga investimentos relevantes em modernização. Destaca-se o projeto Transforma Rio, da Braskem, que prevê um aporte da ordem de R$ 4,3 bilhões para a construção de um novo cracker de etanol e a ampliação da produção de polietileno em aproximadamente 230 mil toneladas anuais.Também a partir de 2028, o Projeto Raia, liderado pela Equinor, poderá adicionar 16 milhões de m³/dia de gás natural ao mercado brasileiro, gerando novas oportunidades para as indústrias petroquímica e de fertilizantes.Com contribuições de parceiros públicos e privados, o estudo ressalta que o estado fluminense assume protagonismo institucional e tecnológico: além da sede do CEFENP - Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas -, o Rio de Janeiro também contará com o hub escalonamento de tecnologias.