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Mercado de açúcar depende do etanol no Brasil para definir preços, diz CEO da Copersucar

Segundo Tomás Manzano, maior competitividade do biocombustível pode reduzir oferta global de açúcar na safra 2026/27

11:18

Fonte: Pexels
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O mercado global de açúcar está atualmente “mais ou menos equilibrado”, mas os preços da commodity na safra 2026/27 dependerão fortemente do consumo de etanol no Brasil, afirmou nesta quarta-feira (13) o CEO da Copersucar, Tomás Manzano, em entrevista à Reuters.

Segundo o executivo, uma maior destinação de cana para a produção de etanol pode reduzir a oferta de açúcar no mercado internacional.

“O açúcar está operando em intervalo de preços de 14 a 15 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, em cenário de equilíbrio. Vai depender muito do tamanho da safra brasileira, é um número incerto”, afirmou.

Manzano destacou que o balanço global da commodity tende a permanecer ajustado e dependerá do comportamento do consumidor de etanol no Brasil, do mix de produção das usinas e do tamanho efetivo da safra no Centro-Sul.

As declarações ocorreram durante evento realizado no terminal açucareiro da companhia em Santos, onde a empresa apresentou planos para utilização de biometano no transporte de açúcar até o porto, substituindo o diesel nos caminhões.

O executivo afirmou que a tendência é de crescimento da safra de cana 2026/27 no Centro-Sul frente ao ciclo anterior, com o mercado convergindo para uma produção próxima de 630 milhões de toneladas.

Ainda assim, ponderou que é cedo para definições mais precisas sobre o potencial produtivo da temporada.

“A safra começou agora, faz um mês, ainda tem muito tempo pela frente. Está indo bem, e as usinas têm priorizado neste início um pouco mais de produção de etanol, que está remunerando melhor do que o açúcar”, disse.

Segundo Manzano, o atual cenário favorece a competitividade do etanol frente à gasolina no mercado brasileiro, impulsionado pelo aumento da produção nacional do biocombustível e pelos preços elevados do petróleo em meio à guerra envolvendo o Irã.

“Com essa queda de preço, a competitividade do etanol em relação à gasolina melhora, e atrai consumidores para abastecer com etanol. É um movimento saudável e bom neste momento”, completou.

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