Mosca-sirfídeo ajuda a controlar pulgão em lavouras de sorgo de Minas Gerais
Pesquisa da Embrapa aponta que áreas sem aplicação de inseticidas favoreceram o combate contra a praga
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Foto: Simone Mendes/Embrapa
Insetos da família Syrphidae, conhecidos como sirfídeos ou moscas-das-flores, ajudaram a reduzir a população do pulgão Melanaphis sorghi em lavouras de sorgo forrageiro de Minas Gerais sem intervenção química. A descoberta faz parte de uma pesquisa liderada pela Embrapa Milho e Sorgo (MG), que avaliou a relação entre pragas e seus inimigos naturais.O estudo mostrou que áreas sem aplicação de inseticidas químicos apresentaram maior equilíbrio da biodiversidade. O Melanaphis sorghi foi a praga mais frequente nas lavouras avaliadas e atingiu o pico populacional durante o estágio vegetativo das plantas. Sua ocorrência apresentou correlação positiva com a presença de larvas de sirfídeos, que atuam como predadoras.As avaliações foram realizadas durante duas safras diretamente em lavouras destinadas à produção de sorgo forrageiro. Os pesquisadores compararam áreas com e sem tratamento com inseticidas e fizeram amostragens semanais das populações de insetos. O trabalho também mostrou redução das populações de pulgões durante períodos chuvosos.Outro pulgão observado foi o Rhopalosiphum maidis, cuja presença aumentou no segundo ano analisado, quando houve maior volume de precipitação. Insetos das famílias Coccinellidae, que incluem as joaninhas, e Syrphidae contribuíram para o controle populacional das duas espécies de pulgões.Conforme explicado pela pesquisadora Simone Mendes, compreender a relação entre as condições ambientais e a ocorrência das pragas pode contribuir para o desenvolvimento de estratégias de manejo. O estudo destaca o manejo integrado de pragas (MIP) como ferramenta para reduzir a dependência de inseticidas químicos e apoiar a sustentabilidadee a produtividade agrícola.