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Paraná: plantio da safra 2026/27 de soja chega a 71% da área projetada

Apesar do avanço, efeito das chuvas nas últimas semanas preocupa os agricultores quanto ao potencial produtivo das lavouras

11:02

Fonte: Shutterstock
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O plantio da safra 2026/27 de soja no Paraná alcançou 71% da área projetada, após um avanço semanal de 9 pontos percentuais, mostra o novo boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), publicado nesta terça-feira (3).

Segundo o órgão, a semeadura da oleaginosa avançou de forma significativa durante as janelas de tempo de menor precipitação, embora permaneça atrasada em algumas localidades.

Apesar do avanço, as condições de excesso de umidade, encharcamento dos solos, baixa luminosidade e temperaturas abaixo do esperado para a época têm dificultado o acesso das máquinas às lavouras e comprometido o estabelecimento inicial das plantas, além de outros problemas como erosão do solo e aumento da incidência de pragas.

“O cenário gera preocupação quanto ao potencial produtivo e poderá prolongar o ciclo da cultura, com possíveis reflexos no planejamento da segunda safra de milho”, alerta o Deral.

Da área semeada, 3% já se encontra em floração, 76% em desenvolvimento vegetativo e 21% ainda em germinação. As condições das lavouras registraram uma deterioração na última semana: agora, 85% estão avaliadas como boas – na última semana 88% estavam classificadas como boas –, 14% em situação mediana e 1% em ruim.

Milho


Paralelamente, a semeadura do milho de verão 2026/27 alcançou 97% da área projetada para o estado, após um avanço de 3 pontos percentuais em uma semana.

Da área semeada com o cereal, 96% já se encontra em desenvolvimento vegetativo, enquanto 4% ainda está em fase de germinação. Quanto à qualidade das lavouras, o Deral avalia que 76% apresentam boas condições – eram 88% na semana anterior –, 22% se encontram em situação regular e 2% em condições ruins.

“As lavouras apresentam, de maneira geral, boa germinação e desenvolvimento vegetativo inicial, embora a baixa luminosidade, as temperaturas amenas e o excesso de umidade estejam provocando atraso no desenvolvimento e amarelecimento das plantas. Também há registros de ocorrência de pragas, principalmente lagartas e tripes, além de preocupação com o aumento da incidência de doenças”, aponta o documento.

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