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Participação do agronegócio no mercado de trabalho cai ao menor nível para um 1º trimestre desde 2012

Setor empregou 27,79 milhões de pessoas nos primeiros três meses de 2026, queda de 1% na comparação anual, apontam Cepea e CNA

16:33

Fonte: Wenderson Araujo (CNA)
Fonte: Wenderson Araujo (CNA)
Os trabalhadores do agronegócio representaram 25,73% da população ocupada no Brasil no primeiro trimestre de 2026, a menor participação do setor no mercado de trabalho para os três primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 2012.

O percentual também ficou abaixo dos 26,03% registrados no quarto trimestre de 2025, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (21) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com base em dados da PNAD Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em números absolutos, o agronegócio empregou 27,79 milhões de pessoas no primeiro trimestre, queda de 1% frente ao mesmo período de 2025, quando o contingente era de 28,05 milhões. A retração corresponde à redução de aproximadamente 267,3 mil trabalhadores e levou a população ocupada no setor ao menor nível para um primeiro trimestre desde 2023.

Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento acompanhou a retração do mercado de trabalho brasileiro como um todo, que apresentou taxa de desocupação de 6,1% no período.

Agrosserviços lideram redução


A queda da ocupação no agronegócio foi puxada principalmente pelos agrosserviços, que perderam cerca de 308 mil trabalhadores, retração de 2,9% na comparação anual.

As agroindústrias registraram redução de 3,1%, equivalente a 148,5 mil trabalhadores, enquanto o segmento de insumos apresentou queda de 1,2%, ou aproximadamente 3,8 mil pessoas.

Na direção oposta, o segmento primário ampliou em 2,5% seu contingente de trabalhadores, com a criação de cerca de 190 mil ocupações, atenuando parcialmente a retração observada nas demais atividades.

Por posição na ocupação, houve redução entre empregados sem carteira assinada (-3,6%), com carteira assinada (-1,2%), empregadores (-5,2%) e trabalhadores familiares auxiliares (-5%). Já o número de trabalhadores por conta própria cresceu 1,8%, com acréscimo de aproximadamente 120,2 mil pessoas.

Trabalhadores com ensino superior aumentam


Apesar da redução da ocupação total, o levantamento apontou continuidade do avanço da escolaridade média da força de trabalho do agronegócio.

O contingente de profissionais com ensino superior cresceu 1,6%, ou cerca de 72,9 mil pessoas, na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Em contrapartida, houve redução entre trabalhadores sem instrução (-1,4%), com Ensino Fundamental (-1,9%) e Ensino Médio (-1,1%).

Na divisão por gênero, o número de homens ocupados no agronegócio caiu 1,2%, com redução de aproximadamente 203,4 mil trabalhadores. Entre as mulheres, a retração foi de 0,5%, equivalente a cerca de 63,9 mil trabalhadoras.

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