Plantio da cevada no Paraná avança para 44% da área prevista, diz Deral
Estimativa de produção para esta temporada segue acima de 550 mil toneladas
09:32
Fonte: Jaelson Lucas / AEN
O Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (11), destaca que o plantio da cevada já atingiu 44% da área estimada. O resultado ocorre pelo clima favorável e à umidade ideal do solo.O avanço consolida a projeção de uma área recorde de 126 mil hectares para 2026, extensão 21% superior aos 104 mil hectares colhidos em 2025. Com isso, a estimativa de produção segue acima de 550 mil toneladas, segundo os dados apontaram em maio. Porém, ainda há um desafio para os próximos meses por causa do fenômeno El Niño. O risco de uma alta incidência de chuvas na primavera pode afetar a qualidade dos grãos na colheita.O Paraná é o principal produtor do País. O Rio Grande do Sul é o segundo principal, mas com cerca de 100,4 mil toneladas. O País deve produzir 678,7 mil toneladas, de acordo com estimativas do IBGE, um aumento de 7,2% em relação ao volume produzido em 2025."O plantio de cevada evoluiu bem nessa semana em função de que nós tivemos um tempo mais seco, diferente de maio, quando tivemos muitas chuvas. O lado positivo é que essas chuvas de maio também foram importantes para o plantio, visto que elas disponibilizaram umidade no solo para que os trabalhos acontecessem de forma plena", afirma Carlos Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do Deral.MILHO – Para as culturas de grãos, a segunda safra de milho 2025/26 avança e fortalece a expectativa de uma boa produção. De acordo com o último levantamento do Deral, a estimativa para a safra é de 17,5 milhões de toneladas. A colheita ainda ocorre de forma isolada e pontual, tendo iniciado recentemente na região Oeste, principal produtora em volume do estado. Até o momento, foram colhidos cerca de 14 mil hectares, representando menos de 1% da área total cultivada.“Dos 2,9 milhões de hectares plantados, 24% já se encontram na fase final de desenvolvimento e apresentam risco praticamente nulo de geadas, enquanto os 76% restantes ainda demandam atenção às variações térmicas”, explica o analista do Deral, Edmar Gervasio.