Preço do feijão carioca sobe quase 97% no ano até julho no varejo doméstico
Já outras variedades registraram estabilidade ou queda no período que compreende os sete primeiros meses de 2026
17:48
O aumento no preço do feijão em 2026 não ocorreu de forma uniforme entre os diferentes tipos de grão comercializados no Brasil. Levantamento da VR mostra que o feijão carioca acumulou alta de 96,8% no preço médio entre janeiro e julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025.Já outras variedades registraram estabilidade ou queda no período, evidenciando que o preço de mercado varia de acordo com dinâmicas distintas de cada grão, tais como sazonalidade, valor nutricional e preferência do consumidor.O feijão preto, por exemplo, apresentou alta de 18,1% no acumulado de 2026. Em contrapartida, o preço médio do jalo caiu 28,1%, seguido pelo vermelho (-17,6%), rosinha (-1,7%), bolinha (-1,1%) e mulatinho (-1%). O rajado teve leve alta de 3,6%, enquanto o branco avançou 6,8%.A série histórica mostra ainda que a valorização do feijão carioca foi concentrada no início de 2026. Em janeiro, o preço médio da variedade chegou a R$ 27,50, frente aos R$ 8,86 registrados em dezembro de 2025. No mês seguinte, fevereiro de 2026, o valor retornou ao patamar de R$ 9,59, indicando que foi um pico pontual no período. O feijão preto apresentou comportamento semelhante, atingindo R$ 12,78 em janeiro, ante R$ 6,83 no mês anterior.Na comparação dos meses de julho de 2025 e julho de 2026, o movimento também foi desigual. O feijão carioca ficou 54,5% mais caro, passando de R$ 8,24 para R$ 12,73 por pacote de 1 kg. O preto registrou alta de 35,4%, o jalo de 27,9% e o rajado de 27,1%. Já o rosinha apresentou queda de 41%, o bolinha recuou 28,2%, o mulatinho caiu 10,3% e o vermelho diminuiu 6%.