Produção brasileira de celulose bate recorde de 29,4 milhões de toneladas em 2025
Setor florestal registrou receita bruta de R$ 249,4 bilhões no ano passado, o equivalente a 5% do PIB do agronegócio
15:48
Foto: Pexels/Rodion Kutsaiev
Nesta terça-feira (13), a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulgou o Relatório Anual de 2026, que mostrou que a produção brasileira de celulose atingiu 29,4 milhões de toneladas em 2025, alta de 6,9% em relação ao anoanterior e recorde da série histórica. As exportações também chegaram ao maior volume já registrado, com 20,7 milhões de toneladas, avanço de 11,6% na comparação anual.O setor florestal registrou receita bruta de R$ 249,4 bilhões no período, equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro. As exportações de toda a cadeia somaram US$ 14,9 bilhões. Segundo a entidade, o setor mantém 710 mil empregos e gera renda direta ou indireta para 3,8 milhões de pessoas.O Brasil permanece como o maior exportador mundial de celulose e o segundo maior produtor. O país também ocupa a sétima posição no mercado global de papel e painéis de madeira e a nona em madeira serrada. Os produtos da cadeia florestal são utilizados em segmentos como embalagens, livros, móveis, tecidos e papéis sanitários.A área produtiva de florestas plantadas encerrou 2025 em 10,73 milhões de hectares. O Mato Grosso do Sul liderou a expansão, com acréscimo de 222 mil hectares, em áreas anteriormente ocupadas por atividades humanas e pastagens degradadas, segundo a Ibá. Além das áreas produtivas, as empresas mantêm cerca de 7,15 milhões de hectares destinados à conservação.O relatório também aponta avanços na restauração florestal e na silviculturade espécies nativas, cujas áreas em processo de regeneração somam 57,5 mil hectares. O segmento busca desenvolver modelos de negócios relacionados à geração de créditos de carbono e à comercialização de produtos madeireiros e não madeireiros.Para a Ibá, os resultados demonstram a competitividade do setor em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e medidas protecionistas. O presidente da entidade, Paulo Hartung, afirma que a cadeia florestal manteve sua resiliência diante das incertezas no comércio global.