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Agricultura

Projeto testa análise biológica para melhorar cultivo de café no Cerrado

Iniciativa da Nestlé e da Expocacer avalia microrganismos do solo para orientar o uso de fertilizantes e defensivos

15:40

Foto: Wenderson Araujo/Trilux
Foto: Wenderson Araujo/Trilux
A Nestlé, por meio da Nescafé, e a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) iniciaram a aplicação de uma nova metodologia de análise do solo em lavouras de café arábica em Patrocínio (MG). Desenvolvida em parceria com a empresa de pesquisa e consultoria Fronterra Bio, a iniciativa busca identificar as condições biológicas do solo e aprimorar as decisões de manejo nas propriedades participantes.

O trabalho utiliza a BioAS, metodologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que complementa as análises tradicionais ao medir a atividade de enzimas produzidas por microrganismos. Esses indicadores permitem avaliar a saúde biológica do solo e identificar características que podem orientar ajustes na adubação, na fertilização e no uso de defensivos agrícolas.

Atualmente, o projeto abrange dez propriedades e tem previsão de expansão para outras regiões produtoras. A proposta inclui lavouras de café arábica no sul de Minas Gerais e de conilon no Espírito Santo, ampliando a aplicação da metodologia para diferentes áreas de produção.

A iniciativa também poderá alcançar outras propriedades participantes do Nescafé Plan. No Brasil, o programa reúne 3,8 mil propriedades que adotam práticas de agricultura regenerativa. Atualmente, 53% do café verde adquirido pela Nescafé vem de fazendas que seguem esse modelo de produção.

No âmbito global, a Nestlé planeja investir 1 bilhão de francos suíços, equivalente a R$ 6,5 bilhões, no Nescafé Plan entre 2025 e 2030. A expansão do projeto de análise do solo integra as iniciativas voltadas ao avanço da agricultura regenerativa na produção de café.

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