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Propagação do greening desacelera em São Paulo e Minas Gerais

Incidência da doença no principal parque citrícola brasileiro chegou a 48%; severidade da doença continua aumentando

10:12

Fonte: Shutterstock
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A incidência do greening sobre as laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro atingiu 48,08% em 2026, aponta novo levantamento do Fundecitrus, publicado nesta segunda-feira (31). Em 2025, a incidência da doença na região estava em 47,63%.

Segundo a entidade, o aumento de apenas 0,45 ponto percentual em um ano mostra uma desaceleração da propagação do greening, que pode ser associada à melhoria do controle do psilídeo e às condições climáticas menos favoráveis à transmissão da bactéria.

“Essa é a menor taxa de evolução da doença nos últimos nove anos. Em 2024, a incidência havia aumentado 6,27 p.p, de 38,08% para 44,35%, enquanto, em 2025, a alta foi de 3,28 p.p”, detalha o Fundecitrus em nota.

A estratégia de renovação do parque citrícola, com maior eliminação de plantas e pomares em regiões de maior incidência e aumento do plantio em áreas de menor risco, também contribuiu para esse cenário, acrescenta a entidade.

Apesar da desaceleração da incidência, a severidade do greening continua aumentando nas plantas que permanecem no campo. A severidade média passou de 22,7% para 27,0%, considerando pomares de todas as idades, e de 25,9% para 31,0%, quando considerados apenas os pomares em produção.

O levantamento também evidencia diferenças importantes entre as regiões do parque citrícola. Em 2026, as maiores incidências foram observadas nas regiões paulistas de Limeira (82,10%), Porto Ferreira (72,43%), Avaré (69,50%), Brotas (68,10%) e Duartina (65,53%).

No outro extremo, as menores incidências foram registradas no Triângulo Mineiro (0,31%), Votuporanga (4,63%) e São José do Rio Preto (32,79%).

“Em comparação com 2025, houve aumento da incidência em algumas das regiões mais afetadas, enquanto outras apresentaram estabilidade ou redução. O maior aumento ocorreu nas regiões de Brotas e Bebedouro, ambas no estado de São Paulo, reforçando a necessidade de atenção diferenciada às condições locais e à continuidade das ações de manejo”, finaliza o Fundecitrus.

Assuntos:

Citrus

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