Rio Grande do Sul erradica mais de 200 plantas cítricas após primeiro foco de greening
Força-tarefa já vistoriou mais de 500 imóveis em Palmitinho para conter doença considerada uma das maiores ameaças à citricultura mundial
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Fonte: Shutterstock
A força-tarefa criada pelo governodoRio Grande do Sul para conter o primeiro foco de greening (HLB) no estado já resultou na erradicação de 201 plantas cítricas e na vistoria de 522 imóveis em Palmitinho, município localizado na região do Médio Alto Uruguai.A doença, considerada uma das principais ameaças à citricultura mundial, não tem cura e pode comprometer severamente a produtividade dos pomares.Desde a confirmação do foco, em 8 de junho, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentávele Irrigação (Seapi) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atuam na eliminação de plantas infectadas, no controle do inseto transmissor e no monitoramentodas áreas vizinhas para evitar a disseminação da bactéria.
Operação de contenção avança
Segundo a Seapi, os trabalhos de fiscalização e erradicação no raio de 500 metros ao redor da propriedade onde a doença foi identificada já foram concluídos. Nesse perímetro, foram eliminadas 178 plantas cítricas, realizadas 100 coletas para análiselaboratorial e inspecionadas outras 217 árvores sem sintomas aparentes.Na área ampliada de monitoramento, que abrange um raio de 2,4 quilômetros, as equipes vistoriaram 480 imóveis. Ao todo, foram coletadas 70 amostras e identificadas 13 propriedades com necessidade de erradicação, resultando na eliminação de outras 23 plantas.De acordo com o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, a presença expressiva de plantas cítricas em áreas urbanas levou à ampliação das ações de vigilância. A próxima etapa prevê novas prospecções na zona rural e a possível extensão do monitoramento para municípios vizinhos.As ações seguem as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB), com foco no combate aopsilídeoDiaphorina citri, inseto responsável pela transmissão da doença.O superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, afirmou que a situação está sob controle e destacou que equipes estaduais e federais permanecem mobilizadas para impedir o avanço do greening no estado.