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Com safras crescentes, Brasil precisa abrir novos mercados para o algodão

Segundo mais recente avaliação da Anea, China permanece com importações limitadas

17:37

Foto: Freepik
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O Brasil precisa encontrar demanda para safras crescentes de algodão em um ambiente internacional mais complexo. Este foi o principal recado do presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, durante a 84ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), realizada nesta terça-feira (15).

Nos dois primeiros meses da temporada comercial 2026/27, de julho a junho, o Brasil exportou 261 mil toneladas de algodão. Mesmo com o atraso da entrada da nova safra, o resultado ficou apenas 18 mil toneladas abaixo do melhor acumulado histórico para os dois meses. A expectativa da Anea é de embarques mais fortes principalmente a partir de outubro.

Na avaliação da Anea, o ambiente externo combina oportunidades e incertezas. A China permanece com importações limitadas pela ausência de novas cotas e continua realizando vendas de aproximadamente 8 mil toneladas por dia de suas reservas. Ao mesmo tempo, mantém volumes elevados de algodão consignado em zonas alfandegadas.

"A China hoje não está demandante, os juros continuam pesando e existem movimentos de política comercial que podem favorecer o algodão americano. O Brasil tem uma boa oferta e é competitivo, mas precisa continuar conquistando mercado”, ressalta Wajs.

Com isso, outros mercados vêm ganhando relevância. Bangladesh, Vietnã, Turquia, Paquistão e Índia tiveram papel importante na absorção do algodão brasileiro, enquanto o Egito permanece entre os mercados conquistados nos últimos anos. Dados oficiais apresentados pela Abrapa apontam produção de aproximadamente 4,144 milhões de toneladas de pluma na safra 2025/26, cultivadas em 1,996 milhão de hectares, com produtividade média de 2.076 quilos de pluma por hectare.

 

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