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Soja sobe no Brasil mesmo com safra recorde, enquanto milho tem preços mistos, diz Cepea

Demanda aquecida e alta do petróleo sustentam oleaginosa; no milho, dinâmica regional e avanço da colheita pressionam cotações

11:33

Fonte: shutterstock
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Os preços da soja seguem em alta no Brasil, mesmo diante de uma safra recorde estimada em 180 milhões de toneladas, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com os pesquisadores, a sustentação vem da demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto externo, além da valorização dos derivados.

No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente alta do petróleo reforçam esse movimento, ao elevar a competitividade do biodiesel e, com isso, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

No campo, a colheita já atinge 92,1% da área, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O ritmo, no entanto, é desigual entre as regiões, com avanço mais lento no Sul e mais acelerado no Norte do país.

 

Milho enfrenta oscilações no mercado interno


Para o milho, o cenário é distinto. Segundo o Cepea, as negociações seguem pontuais nas principais regiões produtoras, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda. Compradores priorizam estoques previamente adquiridos e acompanham o avanço da colheita da safra de verão, enquanto vendedores restringem a oferta, atentos à irregularidade climática.

Nesse contexto, os preços do cereal apresentam variações regionais. Em São Paulo, há leves valorizações, sustentadas pela menor disponibilidade de lotes. Já nas regiões Sul e Centro-Oeste, predominam quedas, pressionadas pelo avanço da colheita, pelos elevados estoques de passagem e pela entrada de uma safra robusta de soja, que amplia a necessidade de comercialização por parte dos produtores.

O cenário mantém os preços do milho relativamente estáveis, mas com maior disposição de venda por parte dos produtores diante do aumento da oferta no mercado interno.

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