Terras agrícolas registram retorno médio anual de 11,2%
Mais recente leitura da Tane Capital compreende o período entre 1970 a 2019
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Foto: Freepik
As terras agrícolas registraram retorno médio anual de 11,2%, mostra mais recente leitura da Tane Capital, que compreende o período entre 1970 a 2019. A Tane Capital administra cerca de R$ 1,8 bilhão em ativos, 45,3 mil hectares e quatro Fiagros.Segundo o cofundador da Tane Capital, Marconi Silva, quatro fatores estão entre os principais argumentos para o investimento em terras agrícolas: valorização imobiliária, geração de renda, diversificação e proteção patrimonial. “A oferta limitada de terras e o crescimento da demanda sustentam o potencial de valorização, enquanto o arrendamento e a produção podem proporcionar fluxo de caixa recorrente”, explica.Outro ponto destacado é a relação entre oferta e demanda. Dados com base na FAO e Banco Mundial mostram que, em 1970, havia 81 habitantes para cada 100 hectares de terras agrícolas. Em 2020, essa relação passou para 162 habitantes e, na projeção para 2050 pode chegar a 202 habitantes por 100 hectares, mostrando que há uma pressão crescente sobre uma base limitada de terras agrícolas.O investimento em terras agrícolas passa pela compra direta de fazendas, a aquisição de ações de empresas relacionadas às terras agrícolas e o acesso às propriedades por meio de fundos de investimento, como os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais).