Vendas de tratores caem 16% no primeiro semestre, diz Fenabrave
No caso das colheitadeiras, recuo no acumulado dos seis primeiros meses do ano foi maior, de 58,3%
12:16
Fonte: Mapa
As vendas de tratores registraram queda de 16,2% no primeiro semestre ante igual intervalo de 2025, enquanto que a comercialização de colheitadeirasrecuou 58,3% na mesma base comparativa, indica balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado nesta terça-feira (4).Em junho, as vendas de tratores caíram 3,2% no comparativo mensal e 20,6% no anual. Já a comercialização de colheitadeiras subiu 95% em junho frente maio, mas recuou 78,7% em relação a igual mês de 2025."Os tratores tiveram retração em junho, confirmando a cautela do produtor rural nas decisões de investimento. O desempenho dos tratores revela queda persistente em decorrência do alto nível de endividamento dos produtores rurais e das baixas margens de produção. Isso indica que as decisões de renovação da frota estavam sendo adiadas e que o segmento aguardava a implantação do Move Agricultura e do programa de renegociação de dívidas, recentemente lançados. O Move Agricultura poderá reduzir a queda na comercialização de tratores de baixa potência entre 8% a 10%”, avalia o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior."Embora tenham apresentado reação sobre maio, as colheitadeiras seguem com desempenho bastante inferior ao registrado no ano passado e acompanhavam o compasso de espera pelos programas de incentivo. “O volume permanece muito abaixo do registrado no ano passado, mostrando que os investimentos em colheitadeiras seguem bastante restritos, mas o programa Move Agricultura pode ajudar a reduzir a queda em até 10% para colheitadeiras. Já o programa de renegociação de dívidas poderá surtir efeito, principalmente, no futuro, já que os produtores que ingressarem neste refinanciamento não poderão adquirir novos créditos de imediato”, conclui o dirigente.A Fenabrave esclarece que por não serem emplacadas, as máquinas agrícolas apresentam dados com um mês de defasagem, pois dependem de levantamentos junto aos fabricantes.