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Agrometeorologia

Brasil começa semana com calor de 41,4°C e baixa umidade, aponta Inmet

Massa de ar quente e seco provoca altas temperaturas em dez municípios e umidade igual ou inferior a 15% em 47 localidades

10:25

Foto: R Langstang/Pexels
Foto: R Langstang/Pexels
A semana começou com calor intenso e baixa umidade do ar na região central do Brasil, segundo análise do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nesta segunda-feira (10), o centro da massa de ar quente e seco estava concentrado entre o norte de Goiás, leste de Mato Grosso, sul do Tocantins e norte de Minas Gerais, áreas que registraram as maiores temperaturas e os menores índices de umidade do país.

O município de Goiás (GO) registrou a maior temperatura, com máxima de 41,4°C, às 16h (horário de Brasília). São Miguel do Araguaia (GO) ficou em segundo lugar, com 41,1°C.

Em Mato Grosso, Rondonópolis, Nova Xavantina e Espigão do Leste registraram 40,7°C, enquanto Cocalinho chegou a 40,6°C. Formoso do Araguaia (TO) marcou 40,5°C, e Novo Santo Antônio (MT), Aragarças (GO) e Querência (MT) também atingiram ou se aproximaram dos 40°C.

O calor também foi intenso em Goiânia (GO), que registrou 38,3°C, a maior temperatura para o mês de agosto desde a fundação da estação meteorológica convencional da capital.

A baixa umidade relativa do ar foi outro ponto de atenção da análise do Inmet. Ao todo, 47 municípios registraram índices iguais ou inferiores a 15%. O menor valor foi observado em Araçuaí (MG), com apenas 10%. Espinosa (MG) e Gaúcha do Norte (MT) registraram 11%, enquanto Goiás (GO), Montes Claros (MG) e Mocambinho (MG) chegaram a 12%.

No Distrito Federal, a temperatura máxima atingiu um novo recorde anual. A estação do Gama registrou 34,3°C, superando os 34,1°C observados no domingo (9), em Águas Emendadas. A umidade também atingiu níveis baixos: Brasília marcou 18%, o menor índice do ano, enquanto a estação do Gama (Ponte Alta) registrou 13%, também o menor valor observado no DF em 2026.

A menor disponibilidade de água na atmosfera pode aumentar a demanda hídrica das culturas e elevar o risco de estresse das plantas, embora os efeitos sobre as lavouras dependam das condições específicas de cada região e estágio de desenvolvimento.

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