El Niño exige que produtor adote estratégias de adaptação distintas nas cinco regiões do País
Riscos provocados pelo fenômeno climático variam segundo localização, cultura, sistema produtivo e ciclo agrícola
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Fonte: Organização Meteorológica Mundial
A adaptação da atividade agropecuária aos impactos do fenômeno climático El Niño exige que o produtor rural adote estratégias de adaptação distintas nas cinco regiões do País, recomenda a Embrapa. Os riscos provocados podem variar segundo localização, cultura, sistema produtivo e ciclo agrícola.Equipes da Embrapa nas cinco regiões brasileiras detalharam os riscos do El Niño e definiram recomendações adaptadas a cada cenário climático e produtivo. Entre elas estão o uso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), escolha de cultivares adaptadas, escalonamento da semeadura e medidas de manejo e conservação da água e do solo.Enquanto produtores da Região Sul precisam se preparar para chuvas intensas e excesso de água, em grande parte do Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste o fenômeno deve impor o desafio oposto: escassez de água, irregularidade das chuvas e temperaturas elevadas. As diferenças não se limitam às fronteiras regionais: os riscos também mudam conforme a localização, a cultura, o sistema produtivo e o período do ciclo agrícola.Os contrastes aparecem em todo o mapa. No Centro-Oeste, Mato Grosso e Goiás apresentam maior risco de seca, enquanto o sul de Mato Grosso do Sul tende a receber mais chuva. No Nordeste, a preocupação é com a menor oferta de água; no Norte, a redução dos níveis dos rios pode afetar navegação, transporte e abastecimento. O Sudeste reúne áreas mais secas e mais chuvosas até dentro de um mesmo estado, enquanto, no Sul, o excesso de precipitação amplia os riscos de encharcamento, erosão e doenças nas lavouras.No Centro-Oeste, por exemplo, a principal orientação é antecipar medidas para reduzir os efeitos da seca. No Semiárido, as recomendações orientam conservação do solo, uso eficiente da água e formação de reservas. Já no Norte, o manejo da água vai guiar as decisões diante da irregularidade das chuvas e dos níveis dos rios. No Sudeste, as medidas priorizam a conservação da água e a adaptação ao estresse hídrico e térmico. Ademais, no Sul, o planejamento considera a microbacia hidrográfica para reduzir os impactos do excesso de água.Além de reduzir os impactos do El Niño 2026/2027, parte das recomendações pode ser incorporada ao planejamento das propriedades para aumentar a preparação diante de outros eventos e condições climáticas recorrentes.