Últimas notícias
Agrometeorologia

Frente fria leva chuva e queda de temperatura ao Centro-Sul

Paraná pode receber mais de 100 mm nos próximos dias, enquanto nova massa de ar frio deve levar mínimas abaixo de 0°C a áreas do RS e de SC

16:04

Fonte: Pexels
Fonte: Pexels
O mês de setembro começou com instabilidades sobre o Centro-Sul do Brasil, após a entrada de uma massa de ar frio associada a um ciclone extratropical, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Tempo OK.

O sistema provocou queda temporária das temperaturas no Sul e favoreceu o avanço de uma frente fria em direção ao Sudeste, levando chuvas a diferentes áreas produtoras. Para os próximos dias, uma nova frente fria deverá reforçar as precipitações e será seguida por outra massa de ar frio mais intensa.

Sul


Na Região Sul, agosto terminou com chuvas nos três estados, com volumes de até 80 milímetros entre os dias 29 e 31.

Nas áreas produtoras de milho de inverno do Paraná, o acumulado mensal alcançou 70,3 mm, 3,6% abaixo da média climatológica de 72,9 mm. Nos primeiros dias de setembro, as chuvas se concentraram principalmente no norte e leste do estado, com volumes de até 40 mm.

Até 28 de agosto, a colheita do milho de inverno no Paraná havia alcançado 90% da área prevista, ante 84% na semana anterior. O índice supera a média dos últimos cinco anos, de 87%, embora permaneça abaixo do ritmo observado nos dois anos anteriores.

Para sexta-feira (4) e sábado (5), uma nova frente fria deverá aumentar a instabilidade no Paraná e em Santa Catarina. No Paraná, os acumulados podem superar 100 mm em algumas áreas, com risco de chuvas fortes e temporais.

Na sequência, uma intensa massa de ar frio deve derrubar as temperaturas entre domingo (6) e segunda-feira (7). As mínimas podem ficar abaixo de 0°C em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, com possibilidade de geadas. No Paraná, os termômetros podem registrar valores inferiores a 6°C.

Sudeste


No Sudeste, a frente fria que atuou na virada do mês provocou chuvas principalmente sobre São Paulo.

Agosto terminou com acumulado médio de 38 mm nas áreas produtoras de grãos da região, volume 20,4% acima da climatologia. Nos dois primeiros dias de setembro, a precipitação média chegou a 14 mm, equivalente a 19,5% do esperado para todo o mês.

Em São Paulo, foram registrados em média 21 mm, ou 24,1% da média mensal, enquanto Minas Gerais recebeu 3,9 mm, equivalente a 7,8%.

A colheita do milho de inverno alcançou 85% da área em São Paulo, acima da média de 82,4%, e 83% em Minas Gerais, abaixo da média de 93,6%.

Para os próximos dias, a nova frente fria deverá avançar sobre o Sudeste e provocar chuvas durante o feriado prolongado de 7 de setembro. As precipitações ganham força a partir de sábado, com novos episódios previstos entre 9 e 12 de setembro.

Até o dia 12, os acumulados podem variar entre 70 e 100 mm em São Paulo, superando 100 mm no sul do estado, enquanto o Triângulo Mineiro pode receber cerca de 60 mm.

As temperaturas também devem cair no sul paulista entre 5 e 9 de setembro, mas sem previsão de frio suficiente para provocar geadas nas principais áreas produtoras.

Centro-Oeste


No Centro-Oeste, a frente fria também provocou chuvas nos primeiros dias de setembro após um fim de agosto predominantemente seco.

Em Mato Grosso do Sul, os volumes variaram entre 8 e 36 mm, com média de 16,1 mm. Em Goiás, o acumulado médio chegou a 18,9 mm, concentrado principalmente no sul do estado. Em Mato Grosso, as chuvas ocorreram de forma mais localizada e irregular.

As precipitações tiveram pouco impacto sobre a colheita do milho de inverno, já em fase final. Até 28 de agosto, Goiás havia colhido 99% da área prevista, ante média de 87% nos últimos cinco anos, enquanto Mato Grosso do Sul alcançava 91%.

Novas chuvas são esperadas em Mato Grosso do Sul a partir de 5 de setembro e devem avançar posteriormente para Goiás e Mato Grosso.

Até o dia 12, são esperados acumulados de cerca de 40 mm em Mato Grosso e Goiás, enquanto Mato Grosso do Sul poderá registrar volumes mais elevados. Também é prevista queda das temperaturas no sul sul-mato-grossense, sem expectativa de impactos relevantes sobre as lavouras.

Mais Notícias