Inmet alerta para aumento do estresse térmico em rebanhos no Centro-Oeste e Norte do Brasil
Entre 4 e 9 de agosto, combinação de calor e umidade deve elevar o risco de desconforto térmico para bovinos em estados como MT, RO e AM
14:07
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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou, nesta terça-feira (4), por meio do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (SISDAGRO), que as condições de estresse térmico para bovinos devem se intensificar entre os dias 4 e 9 de agosto em parte das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil.Segundo o órgão, a previsão do Conforto Térmico Bovino (CTB) aponta uma expansão gradual das áreas classificadas nas categorias Perigo e Emergência, principalmente em Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas, oeste do Pará e regiões adjacentes.De acordo com o Inmet, a combinação de temperaturas elevadas e maior disponibilidade de umidade favorece o aumento do Índice de Temperatura e Umidade (ITU), ampliando o risco de desconforto térmico para os rebanhos."No dia 4 de agosto, as áreas classificadas como Perigo concentram-se principalmente sobre porções do Mato Grosso, Rondônia e sul do Amazonas, enquanto grande parte do Centro-Oeste e da Região Norte permanece entre as categorias Atenção e Alerta. Já no dia 9 de agosto, observa-se uma expansão significativa das áreas de Perigo, além do surgimento de núcleos classificados como Emergência no centro-oeste do Mato Grosso. Além disso, ocorre ampliação das áreas críticas em Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará, indicando intensificação das condições meteorológicas favoráveis ao estresse térmico dos animais", destacou o instituto.Diante desse cenário, o Inmet recomenda que os pecuaristas adotem medidas para reduzir os impactos do calor sobre os animais, entre elas:
disponibilizar água limpa e fresca durante todo o dia;
garantir sombra natural ou artificial para os rebanhos;
realizar alimentação e manejo nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde;
evitar transporte, vacinação e outros procedimentos estressantes nos horários mais quentes;
monitorar continuamente sinais de estresse térmico, como respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de alimento.
Em contrapartida, o instituto destaca que a Região Sul, grande parte do Sudeste e a faixa leste do Nordeste deverão permanecer predominantemente nas categorias Normal e Atenção, indicando menor probabilidade de ocorrência de estresse térmico para os rebanhos durante o período analisado.