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Inmet prevê chuvas acima da média no Sul e tempo mais seco em áreas do Brasil em novembro

Previsão climática aponta riscos para o plantio de soja e milho no Centro-Oeste e Nordeste, enquanto excesso de chuvas pode afetar lavouras no Sul

13:14

Fonte: Pexels
Fonte: Pexels
A previsão climática para novembro de 2026 indica chuvas acima da média histórica em áreas da Região Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e extremo oeste da Região Norte. Por outro lado, volumes abaixo da média são esperados em partes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O prognóstico também aponta temperaturas superiores à média climatológica em praticamente todo o País, com desvios que podem chegar a 2 °C em algumas localidades.

De acordo com o Inmet, a distribuição irregular das chuvas e as temperaturas elevadas poderão impactar o desenvolvimento das lavouras de verão, especialmente soja e milho, além de trazer riscos para a cafeicultura e as culturas de inverno em fase final de ciclo.

Região Norte


Na Região Norte, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte do Pará, Tocantins e Roraima, além de áreas do Acre, Rondônia e Amazonas. Em contrapartida, acumulados próximos ou acima da média são esperados no oeste do Acre e do Amazonas, em parte de Rondônia e no norte do Amapá.

As temperaturas devem permanecer acima da média em toda a região, com desvios entre 0,4 °C e 1,5 °C, podendo alcançar 2 °C no sudeste do Pará e no centro de Tocantins.

Segundo o Inmet, a combinação de calor e chuvas abaixo da média poderá dificultar a implantação da safra de grãos, principalmente nas áreas produtoras de soja do Pará e Tocantins.

A redução da umidade do solo poderá comprometer a emergência das plantas e retardar o crescimento vegetativo das lavouras já semeadas. A irregularidade das precipitações também aumenta o risco de veranicos durante a estação chuvosa.

Em Rondônia, por outro lado, a expectativa de recuperação da umidade do solo poderá favorecer o desenvolvimento das lavouras de soja e a recuperação das pastagens.

Região Nordeste


No Nordeste, o Inmet prevê predomínio de chuvas abaixo da média histórica em novembro, principalmente entre o Maranhão e a Bahia.

Acumulados próximos à climatologia são esperados no Ceará, Rio Grande do Norte e em áreas da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

As temperaturas também devem ficar acima da média, com desvios de até 2 °C no sul do Piauí e nas regiões central e oeste da Bahia.

Nas principais áreas produtoras de grãos do Matopiba, especialmente no oeste baiano e no sul do Piauí e Maranhão, a combinação de temperaturas elevadas e precipitações insuficientes poderá dificultar o plantio da soja e do milho primeira safra.

Segundo o instituto, a baixa disponibilidade de água no solo aumenta os riscos de falhas na germinação e no estabelecimento das lavouras de sequeiro.

Nas áreas irrigadas, as temperaturas mais elevadas também deverão ampliar a demanda hídrica das culturas, exigindo maior atenção ao manejo da irrigação.

Região Centro-Oeste


Para o Centro-Oeste, a previsão indica chuvas acima da média no sudoeste de Mato Grosso do Sul e em parte do norte de Mato Grosso. Já no noroeste mato-grossense, norte de Goiás e Distrito Federal, os acumulados deverão ficar abaixo da média histórica.

As temperaturas devem permanecer elevadas em toda a região, com desvios de até 2 °C no noroeste de Mato Grosso e em grande parte de Mato Grosso do Sul.

Nas áreas com maior disponibilidade de chuva, especialmente em Mato Grosso do Sul, as condições poderão favorecer a recuperação da umidade do solo, o desenvolvimento das lavouras de soja já implantadas e a manutenção das pastagens.

Por outro lado, nas regiões mais ao norte, o calor associado à irregularidade das precipitações poderá provocar falhas na emergência das plantas, redução do estande e crescimento mais lento das culturas.

Em Goiás, as condições para soja e milho primeira safra tendem a ser mais favoráveis no centro-sul do estado, onde os acumulados deverão permanecer próximos da média.

Apesar disso, o Inmet alerta que as temperaturas elevadas poderão aumentar a demanda hídrica das lavouras, exigindo acompanhamento das condições de umidade do solo.

Região Sudeste


No Sudeste, a previsão aponta distribuição irregular das chuvas, com acumulados abaixo da média em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Em São Paulo, são esperados volumes acima da média, principalmente entre as regiões de Assis e Itapetininga.

As temperaturas poderão ficar até 2 °C acima da média em grande parte da região, especialmente no centro de Minas Gerais, leste e centro-sul paulista e norte fluminense.

Segundo o Inmet, o excesso de chuvas em São Paulo poderá dificultar a entrada de máquinas nas áreas agrícolas e atrasar a semeadura da soja.

Por outro lado, a combinação de temperaturas elevadas e maior disponibilidade de água tende a favorecer o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das frutíferas e das pastagens.

Em Minas Gerais, principalmente nas regiões norte e noroeste, a irregularidade das precipitações poderá comprometer a implantação das lavouras de verão, incluindo soja, milho e feijão primeira safra.

Na cafeicultura, o cenário exige atenção. O Inmet alerta que a combinação de déficit hídrico e temperaturas elevadas em Minas Gerais e no Espírito Santo poderá prejudicar a florada e o pegamento dos frutos, com possíveis impactos sobre o potencial produtivo da safra de café de 2027.

O risco é maior nas lavouras de sequeiro e em áreas com baixa disponibilidade de água no solo, onde as condições climáticas podem favorecer a queda de flores e frutos em estágio inicial de desenvolvimento.

Região Sul


Na Região Sul, a previsão indica predomínio de chuvas acima da média histórica em novembro, com anomalias positivas de pelo menos 75 milímetros.

Os maiores volumes são esperados entre o noroeste e o centro-oeste do Rio Grande do Sul, onde os acumulados poderão superar a média climatológica em mais de 150 milímetros.

As temperaturas também devem permanecer acima da média, com desvios entre 0,6 °C e 1,5 °C na maior parte da região, podendo chegar a 2 °C no nordeste gaúcho e no norte do Paraná.

De acordo com o Inmet, a maior frequência de chuvas poderá prejudicar as culturas de inverno em fase final de desenvolvimento, especialmente trigo e canola.

No trigo, o excesso de umidade aumenta o risco de germinação dos grãos ainda nas espigas, comprometendo a qualidade da produção. Já na canola, as condições poderão favorecer o debulhamento e provocar perdas na colheita.

As precipitações frequentes também poderão dificultar o preparo do solo e a entrada de máquinas para o plantio da soja, provocando atrasos na semeadura e problemas no estabelecimento das lavouras.

Nas áreas de soja e milho já implantadas, a maior disponibilidade hídrica e as temperaturas elevadas tendem a favorecer o crescimento das plantas. Entretanto, permanece o risco de tempestades isoladas, acompanhadas de ventos fortes, granizo e chuvas intensas.

Para o arroz irrigado, a combinação de calor e elevada umidade poderá aumentar a incidência de doenças fúngicas, exigindo maior atenção ao manejo fitossanitário.

Já as pastagens deverão apresentar condições favoráveis de crescimento, beneficiadas pela maior disponibilidade de água no solo. Ainda assim, o Inmet recomenda atenção ao manejo do pastejo para evitar a degradação das áreas em períodos de excesso de umidade.

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