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Entropia x Sintropia: que tipo humano você é?

Por José Luiz Tejon

14:49

Entropia x Sintropia: que tipo humano você é?
Duas forças se chocam ao longo da eternidade e do infinito como leis do universo. São poderosas forças que cooperam, porém para efeitos totalmente opostos. Uma a entropia que aciona os fundamentos do caos, da destruição. A outra sua antítese, oposta, a sintropia ativa as forças da criação.

Galáxias colidem com galáxias, estrelas explodem ou implodem, buracos negros sugam as energias, significa a entropia. Por outro lado, de galáxias que colidem, ou mesmo de grandes explosões como o nosso “big bang”, explosão originadora do universo conhecido, ocorre a criação.

Esse mesmo fenômeno vive dentro de nós, como na biologia, somos formados por cerca de 21 mil genes. Porém dentro do corpo humano existem milhões de genes de bactérias. Então o que é o bem e o mal? Apenas 2% dessas bactérias são malignas, 98% benéficas, logo o mal é quando o bem permite que o mal prolifere.

Viver na terra é um exercício cheio de incertezas, riscos, dores e sofrimentos. Não por culpa do planeta. Ele é bom. Suas mutações ocorrem ao longo de milênios e podem ser previsíveis. A dificuldade está exatamente na desorganização humana, na falta de planejamento orquestrado e organizado, e nas tentações egocêntricas, ausência de humanismo, humanidade, e na ainda distante aceitação do maior bem universal, o amor.

Podemos analisar a nossa própria vida, e aqui a pergunta que faço para todos nós: eu, você, nós, somos seres humanos entrópicos ou sintrópicos? Observando na nossa própria vida pessoal. Criamos amizades, geramos valor para muitos e não apenas para nós mesmos? Decidimos pelo certo, correto, ético mesmo em momentos de pressão quando as circunstâncias nos pediriam fraquejar nesses valores? A cada um conforme a sua obra é um pressuposto da sabedoria milenar. Amai-vos uns aos outros também e até uma música dos Beatles diz “the love you take is equal to the love you make” (the end abbey road 1969).

E quando vamos para as organizações da sociedade, sejam nos 3 poderes constituídos, e nas entidades e associações representativas de toda sociedade civil organizada, assistimos ou não uma ordem mais voltada a entropia ou a sintropia?

Neste exato momento no mundo a polarização de uns contra os outros exibe com total evidência um ciclo ascensional da entropia. Em pleno século XXI, países lançando bombas e drones militares contra populações de outros países ou regiões. Líderes de países ricos utilizando a tecnologia da internet para inundarem os celulares do mundo com propaganda de interesses mesquinhos, indignos e pleno de ambições “egomaníacas”. Desinformações, má informação, fake news. Uma cooperação sintrópica criadora e positiva é representado pelo sistema cooperativista. As cooperativas seguem hoje regras, leis, fundamentos, compliance, fundamentos democráticos que não admitem a cooperação entrópica, destruidora e caótica.

O modelo cooperativista exige lideranças e governanças transparentes e totalmente comprometidas com o longo prazo das decisões e com aversão veemente ao risco. No Brasil o modelo cooperativista já se encaminha para reunir 30 milhões de brasileiros e se aproxima de um movimento financeiro na casa de R$ 1 trilhão anual. No mundo a soma das cooperativas também significa a maior organização empreendedora do planeta, e observamos que onde existe uma boa cooperativa ocorre a prosperidade, e afugenta a entropia da fome, miséria e pobreza.

Mas de volta agora para dentro de cada um de nós. Eu sou um ser humano na força das entropias ou na construção das sintropias?

O quanto criamos com o fundamento do amor mais nos coloca do lado da régua da criação. O quanto fazemos o bem ao invés de não fazer nada, jogando tempo fora, ou mesmo nos satisfazendo em simplesmente não fazer o mal, mais conquistamos valor no lado ativo da sintropia. No oposto, maior fica nosso passivo destruidor concorrendo mesmo sem ter consciência para a vitória dos grupos destruidores, egocêntricos, obviamente das energias da entropia. E isso não irá se manifestar longe de cada um de nós. Muito ao contrário, saberemos ao longo da vida e no balanço final dela em qual time jogamos. E nossos familiares serão aqueles que mais irão absorver seja este bem ou este mal. Famílias da entropia x da sintropia. Nasce em casa, vem do berço, da educação.

Ao trabalho, quem trabalha não tem tempo para reclamar e se vitimizar na vida.

José Luiz Tejon é doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai, mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie, jornalista e publicitário, com especializações em Harvard, MIT e PACE/USA e Insead na França. Colunista de várias rádios do Brasil, TVs, jornais, revistas, mídias sociais, autor e coautor de 37 livros. Coordenador acadêmico de Master Science Food & Agribusiness Management pela Audencia em Nantes/França e FECAP/Brasil. Sócio Diretor da Biomarketing e da TCA International. Vice-presidente da Fundação Brasileira de Marketing (FBM) e da ADVB - Fundação Brasileira de Marketing e Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil. Profissional Head Agro Anefac. Prêmio Personalidade Agro ABAG 2023. Ex-diretor do Grupo Estadão, da Agroceres e da Jacto S/A.

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