Novo material desponta com potencial para tratamento de sementes
Estudo, que conta com participação da UFSCar, tem como objetivo desenvolvimento de soluções que favoreçam a germinação e o estabelecimento inicial das plantas
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Fonte: UFSCar
Um novo material, que está sendo avaliado em estudo que conta com participação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), desponta com potencial para ser usado em formulações para o tratamento de sementes, com o objetivo de favorecer a germinação e o estabelecimento inicial das plantas. A pesquisa desenvolveu um material híbrido à base de dióxido de titânio (TiO₂) e extrato dos frutos de Libidibia ferrea, espécie vegetal conhecida com pau-ferro, e buscou avaliar seus efeitos sobre a germinação e o desenvolvimento inicial de milho, couve, alface, tomate e melancia.O estudo foi realizado em colaboração entre a UFSCar, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade Regional de Blumenau (Furb), com participação de Paulo José de Sousa Maia, docente do Departamento de Física, Química e Matemática do Campus Sorocaba (DFQM-So) do Campus Sorocaba da UFSCar.No extrato vegetal, foram identificados compostos naturais, incluindo flavonoides, taninos e outras substâncias fenólicas. Em seguida, o extrato foi combinado a um precursor químico de titânio, em diferentes condições de acidez e alcalinidade. Após análises, os pesquisadores selecionaram o material produzido em pH 9 para os ensaios com sementes."Existe uma expectativa crescente em relação às aplicações da nanotecnologia na agricultura, mas é necessário investigar em quais condições um material pode ser compatível com as plantas e em quais pode causar efeitos prejudiciais", conclui Maia.