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Abates de bovinos, suínos e frangos registram recorde para um 1º trimestre em 2026, aponta IBGE

Produção de leite também alcança maior volume da série histórica para o período; participação de fêmeas no abate bovino atinge nível recorde

11:19

Fonte: Shutterstock
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O primeiro trimestre de 2026 registrou recordes nos abates de bovinos, suínos e frangos para o período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações integram as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha.

No período, foram abatidas 10,29 milhões de cabeças de bovinos, volume 3,3% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2025. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, porém, houve retração de 6,9%.

Entre janeiro e março, o abate de suínos alcançou 15,27 milhões de cabeças, avanço de 5,5% na comparação anual e leve recuo de 0,1% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Já o abate de frangos somou 1,71 bilhão de cabeças, alta de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, mas queda de 0,5% na comparação com o quarto trimestre do ano passado. A produção de ovos de galinha totalizou 1,21 bilhão de dúzias no primeiro trimestre, aumento de 0,4% na comparação anual. Em relação ao trimestre anterior, houve redução de 3,5%.

Segundo Octávio Oliveira, gerente de Pecuária do IBGE, o principal destaque do período foi o aumento da participação de fêmeas no abate bovino.

“O setor de bovinos foi marcado pelo maior volume de abate e produção de carcaças em um primeiro trimestre. A participação de fêmeas no abate teve um aumento superior à de machos e atingiu o recorde de 49,9%. Este comportamento significa a retomada do crescimento do abate de fêmeas, após dois trimestres sucessivos de queda”, afirmou.

A produção de carcaças bovinas atingiu 2,63 milhões de toneladas no período, crescimento de 5,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Na comparação trimestral, entretanto, houve retração de 10,3%.

No caso dos suínos, o peso acumulado das carcaças somou 1,43 milhão de toneladas, avanço de 6,9% frente ao mesmo período do ano passado e de 1,0% em relação ao quarto trimestre de 2025.

Já a produção de carne de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas, com crescimento de 6,9% na comparação anual e de 2,2% frente ao trimestre imediatamente anterior.

Entre os estados, Mato Grosso permaneceu na liderança do abate bovino, com participação de 17,5% do total nacional, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).

No segmento de suínos, Santa Catarina respondeu por 28,1% do abate nacional, à frente de Paraná (20,9%) e Rio Grande do Sul (17,8%).

Já no setor avícola, o Paraná manteve a liderança com 35,0% da produção nacional, seguido por Santa Catarina (13,3%), Rio Grande do Sul (11,8%) e São Paulo (10,9%).

 

Leite registra recorde enquanto aquisição de couro recua frente ao trimestre anterior


A aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção sanitária somou 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2026, o maior volume já registrado para o período na série histórica do IBGE. O resultado representa crescimento de 2,6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, embora tenha ficado 8,0% abaixo do observado no quarto trimestre de 2025.

Paralelamente, os curtumes brasileiros receberam 10,75 milhões de peças inteiras de couro cru bovino entre janeiro e março. O volume ficou estável em relação ao primeiro trimestre de 2025, mas registrou queda de 3,3% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

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