Abiec: frigoríficos habilitados à União Europeia já adotam novos protocolos de antimicrobianos
Cerca de 50 estabelecimentos exportadores participam dos controles para atender às novas exigências europeias
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Todos os frigoríficos brasileiroshabilitados a exportar carne bovina para a União Europeia (UE) já aderiram aos protocolos de controle e segregação relacionados às novas exigências do bloco para o uso de antimicrobianos, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).Ao todo, são cerca de 50 estabelecimentos de abate envolvidos no sistema. De acordo com a entidade, os controles começam ainda na propriedade rural e acompanham os animais ao longo da cadeia até o frigorífico.O protocolo foi homologado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em maio deste ano e tem adesão voluntária. A medida permite certificarbovinos que não tenham recebido determinados antimicrobianos, conforme as regras dos mercados de destino.Cerca de 220 propriedades rurais já participam do protocolo, segundo informações apresentadas durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina do Mapa, realizada na terça-feira (18).O número de fazendas aderentes deve aumentar nas próximas semanas. A adesão exige rastreabilidade dos animais, planos de manejo sanitário e nutricional e registros sobre medicamentos, alimentação e procedimentos de segregação.A adoção do sistema ocorre às vésperas da chegada de uma missão veterinária da UE ao Brasil, prevista para 24 de agosto.A visita ocorrerá pouco antes de 3 de setembro, data prevista para a entrada em vigor das novas exigências europeias e da possibilidade de o Brasil deixar de ser considerado apto a exportar carne ao bloco caso não cumpra os requisitos.O principal desafio é a complexidade do ciclo produtivo da pecuária, pois os bovinos podem passar por diferentes propriedades durante as etapas de cria, recria e engorda. Portanto, se torna necessário preservar o histórico sanitário e o registro de medicamentos utilizados durante toda a vida do animal.A exigência também alcança a cadeia de aves, os exportadores do setor já adotam os procedimentos de segregação exigidos pelo mercado europeu e estão preparados para a missão veterinária. Embora as exigências gerais sejam semelhantes para bovinos e aves, a aplicação dos controles possui particularidades em cada cadeia produtiva.Para participar do protocolo, as propriedades precisam estar vinculadas a sistemas de rastreabilidade, como o SISBOV, além de manter registros sobre o manejo dos animais.As fazendas são submetidas à supervisão de empresas certificadoras e, em caso de conformidade, recebem certificação. As movimentações são registradas por meio de Certificados de Transação, permitindo acompanhar a identificação e o histórico dos bovinos destinados ao mercado europeu.