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Beauvallet prepara expansão no Brasil com foco em exportações

Frigorífico de origem francesa estuda adquirir uma nova planta para ampliar a oferta de produtos de maior valor agregado

10:59

Foto: Freepik
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A Beauvallet Brasil, braço do grupo francês especializado em carne bovina, prepara uma nova etapa de expansão no país. A empresa estuda a aquisição de um frigorífico em outro estado voltado principalmente às exportações e planeja instalar uma fábrica de produtos de maior valor agregado em Goiás, onde já mantém sua atual operação, em Inhumas.

Segundo o presidente da companhia, Charles Léguille, os dois projetos fazem parte da estratégia de crescimento da empresa, mas ainda estão em fases distintas.

Enquanto a unidade de industrializados deverá permanecer em Goiás, a nova planta frigorífica terá foco no mercado externo, sem deixar de atender à demanda doméstica. Atualmente, entre 60% e 80% da produção da empresa é destinada às exportações, dependendo do período.

 

Aposta em carnes premium e abertura de novos mercados


Além da expansão industrial, a Beauvallet pretende fortalecer sua atuação no segmento de carnes premium. A estratégia prioriza carne bovina com rastreabilidade, sustentabilidade e bem-estar animal, atendendo às exigências de clientes como McDonald's, Carrefour e Pão de Açúcar, que demandam rígidos critérios de origem, conformidade ambiental e trabalhista.

Segundo a empresa, todos os animais abatidos já chegam identificados à indústria, mas ainda há necessidade de evolução na identificação desde o nascimento nas propriedades rurais, aproximando o Brasil dos padrões exigidos pelos mercados internacionais.

Diante da redução das vendas para a China, a companhia intensificou a busca por novos destinos comerciais. A prioridade é conquistar habilitações sanitárias para exportar aos Estados Unidos ainda este ano e ao Reino Unido, além de ampliar sua presença nos mercados de carne halal, especialmente no Oriente Médio e no Norte da África.

A empresa também avalia que o Brasil precisa acelerar a abertura de mercados estratégicos, como Japão e Coreia do Sul, para reduzir a dependência das exportações destinadas à China.

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