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Exportações brasileiras de carne bovina caem 35,1% em setembro, diz ABIEC

Embarques somaram 229,3 mil toneladas no mês, pressionados pela forte redução das compras da China

11:43

Foto: Freepik
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O Brasil exportou 229,3 mil toneladas de carne bovina em setembro, queda de 35,1% em relação ao mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram 353,1 mil toneladas, segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A receita com as vendas externas também recuou, mas em menor intensidade, com queda de 27,6%, para US$ 1,38 bilhão.

Na comparação com agosto, o volume exportado diminuiu 1,8%, enquanto a receita avançou 1,1%.

Segundo a ABIEC, o desempenho de setembro refletiu principalmente a forte redução dos embarques destinados à China, principal mercado da carne bovina brasileira, em meio à salvaguarda em vigor no país.

“O desempenho do mês segue refletindo principalmente a forte redução dos embarques para a China, diante da salvaguarda em vigor no país”, afirmou a entidade.

No acumulado de janeiro a setembro, o Brasil exportou 2,43 milhões de toneladas, volume 0,5% inferior às 2,44 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025.

Apesar da estabilidade no volume, a receita acumulada avançou 14,1%, para US$ 14,17 bilhões, ante US$ 12,42 bilhões nos nove primeiros meses do ano passado.

China segue como principal destino


Mesmo com a retração recente, a China permaneceu como o principal mercado da carne bovina brasileira. Entre janeiro e setembro, foram embarcadas 912 mil toneladas ao país, queda de 20,9% na comparação anual.

A receita obtida com as vendas aos chineses somou US$ 5,59 bilhões, recuo de 7,8%. O país respondeu por 37,5% do volume e por 39,4% da receita das exportações brasileiras de carne bovina no período.

Os Estados Unidos receberam 317,4 mil toneladas entre janeiro e setembro, alta de 45%, com receita de US$ 2,08 bilhões, avanço de 60,8%.

Na sequência, o Chile importou 126,7 mil toneladas (+38,2%), com receita de US$ 768 milhões (+54,4%), enquanto a Rússia comprou 109,4 mil toneladas (+28,6%), movimentando US$ 531,8 milhões (+45,7%).

A União Europeia acumulou compras de 107,1 mil toneladas no período, alta de 27%, com receita de US$ 942,8 milhões, crescimento de 37,9%. O resultado, porém, inclui o período anterior à interrupção dos embarques em setembro.

Também registraram crescimento no acumulado do ano destinos como Indonésia, Arábia Saudita, Argentina, Turquia e Jordânia, segundo a ABIEC.

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