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Governo brasileiro segue em diálogo para reverter medida que suspenderá as exportações de proteínas para a União Europeia

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, "há a possibilidade de que uma auditoria do bloco chegue aqui" na próxima semana

17:01

Fonte: Shutterstock
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O governo federal segue em diálogo com a União Europeia para tentar incluir o Brasil na lista dos países que estarão aptos a continuar exportando proteínas animais ao bloco a partir de 3 de setembro, afirmou o Ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula, nesta terça-feira (4), durante o Siavs.

“Eu acho que existem barreiras comerciais que são colocadas e se justificam, e a todas elas o Brasil tem absoluta condição de superar. Mas também há uma sensação de que muitos desses obstáculos, são colocados pela nossa eficiência, pela capacidade que temos de ocupar espaço com preços competitivos e com produtos de qualidade”, afirmou em conversa com jornalistas.

A partir de 3 de setembro tem início o embargo da UE relacionado à importação de produtos de origem animal do Brasil. A medida impacta sobretudo a carne bovina e de frango, e o mel. O imbróglio começou em maio após o bloco excluir o Brasil da lista de países que atendem às suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

Nenhuma irregularidade foi encontrada no produto brasileiro, mas a UE considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias.

André de Paula também afirmou que o Brasil está aberto a receber qualquer missão técnica internacional de visita às instalações produtivas do país visando a abertura de novos mercados, mas não confirmou a informação de que membros da União Europeia virão para cá na próxima semana.

"Há uma possibilidade de que essa auditoria chegue aqui. Nós, inclusive, vamos recebê-los da melhor forma possível. No entanto, por mais importante que seja qualquer mercado, a gente precisa ter essa capacidade de sobreviver sem ele", acrescentou.

Questionado se ainda há chances do Brasil reverter esse cenário até o dia 3 de setembro, o titular do Mapa afirmou que as probabilidades são maiores na cadeia de aves, cujo ciclo é bem diferente do de bovinos.

"É inaceitável para o Brasil é estar fora da lista. Estar nela significa o reconhecimento de que o nosso sistema é eficiente. Aliás, nós fornecemos para eles há muitas décadas e para muitos mercados que são tão ou mais exigentes do que o mercado europeu", concluiu.

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Proteínas

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