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Imea mantém estimativa da safra 2026/27 de soja do Mato Grosso em 48,88 milhões de toneladas

Semeadura da nova temporada no estado chegou a 10% da área estimada

09:47

Imea mantém estimativa da safra 2026/27 de soja do Mato Grosso em 48,88 milhões de toneladas
Em relatório publicado nesta segunda-feira (5), o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve a projeção para a produção de soja no estado na safra 2026/27 em 48,88 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 5,2% na comparação com as 51,56 milhões de toneladas colhidas no ciclo passado.

A semeadura da nova temporada já teve início no estado, porém segue atrasada em relação às últimas safras, movimento observado em grande parte das regiões produtoras.

O levantamento mais recente do Imea mostra que o plantio alcançou 10,2% dos 13,04 milhões de hectares projetados na última sexta-feira (2), após um avanço de 6,3 pontos percentuais em uma semana. No mesmo período do ano passado, a semeadura estava em 15,0%.

“O ritmo mais lento está associado, principalmente, à irregularidade das primeiras chuvas e à maior cautela dos produtores em avançar com o plantio sem condições adequadas de umidade no solo”, explica o Imea.

“Até o momento, contudo, o atraso ocorre em uma fase ainda inicial da implantação das lavouras e não apresenta magnitude suficiente para justificar alterações nas estimativas de produtividade e produção”, justifica.

Os meses de novembro e dezembro devem ser decisivos para a safra, uma vez que concentram importantes fases de desenvolvimento das lavouras e podem apresentar temperaturas mais elevadas e maior irregularidade das precipitações sob influência do El Niño.

Conforme explica o Imea, a ocorrência de calor excessivo aumenta a demanda hídrica das plantas e, quando associada a períodos de menor disponibilidade de água, pode intensificar o estresse das lavouras.

Além disso, a eventual ocorrência de veranicos, sobretudo se coincidir com fases mais sensíveis da cultura, como florescimento e formação de vagens, poderá limitar o potencial produtivo.

“Assim, mais do que o atraso observado neste início de semeadura, a distribuição das chuvas e o comportamento das temperaturas ao longo dos próximos meses serão determinantes para a definição do rendimento da safra 2026/27”, afirma o Imea.

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