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Minas Gerais proíbe reconstituição do leite em pó importado para venda como leite fluido

Medida já havia sido adotada por outros estados, como Paraná, Goiás e Santa Catarina

09:12

Foto: Willian Dias - Arquivo ALMG
Foto: Willian Dias - Arquivo ALMG
O governo estadual de Minas Gerais sancionou nesta quarta-feira (5) a Lei 26.022, que proíbe a prática de reconstituição do leite em pó importado para venda como leite fluido em todo território mineiro.

A proibição é fruto do Projeto de Lei (PL) 2.160/24, de autoria da deputada Maria Clara Marra (PSDB), para quem a reconstituição de leite em pó importado apresenta riscos à economia local, prejudica os produtores locais, submetidos a padrões rigorosos de qualidade e segurança alimentar, e gera concorrência desleal, comprometendo a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva do leite no estado.

O projeto havia sido aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 14 de julho. De acordo com a legislação, a proibição "não se aplica aos produtos destinados diretamente ao consumidor final para uso doméstico, desde que sejam comercializados em embalagens próprias para o varejo e que atendam às normas de rotulagem estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária".

O descumprimento da proibição da prática sujeita o infrator a penalidades, como:

  • multa no valor de até 18.100 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) por infração (até R$ 104.797,19 pelo valor da Ufemg de 2026); e

  • suspensão temporária ou definitiva do alvará de funcionamento, após processo administrativo


reconstituição de leite em pó poderá ser autorizada em caso de comprovada situação de desabastecimento de leite fluido no mercado, em caráter excepcional, por tempo determinado, e desde que priorizada a reconstituição de leite em pó produzido no estado.

Minas foi quarto estado da federação a proibir a reconstituição de leite em pó importado – Paraná, Goiás e Santa Catarina já adoraram a mesma medida.

Paralelamente, transita na Câmara dos Depurtados o Projeto de Lei 5738/25, do deputado Zé Silva (União-MG), que também proíbe essa prática a nível nacional. Na casa legislativa, o PL já foi aprovado pela Comissão de Agricultura, mas ainda aguarda parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e sancionado pela presidência da República.

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