Pecuária do Nordeste amplia investimentos em tecnificação
Agenda inclui genética, sanidade, nutrição e manejo, aproximando rebanhos locais dos padrões exigidos pelas cadeias exportadoras
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Propriedades centenárias de pecuária de corte da região Nordeste estão transformando tradição em competitividade, com novos investimentos em tecnificação, sobretudo em genética, sanidade, nutrição e manejo, requisitos que aproximam os rebanhos locais dos padrões exigidos pelas cadeias exportadoras.Um dos exemplos está em Alagoas. A bicentenária Fazenda Recanto, em Chã Preta, Zona da Mata do estado, tornou-se referência nacional de genética Nelore, com quase meio século de seleção de animais Puro de Origem e genealogia rastreável certificada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)."Quem investir em genética e tecnologia hoje estará preparado para aproveitar as oportunidades que o novo ciclo vai trazer. Cada animal bem criado, cada propriedade que investe em qualidade, gera empregos no campo, movimenta a indústria e coloca o Nordeste no mapa das exportações", afirma Ricardo Barros Correia, um dos administradores da Fazenda Recanto.Dados do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene/BNB) mostram que a cadeia atravessa uma fase de retenção de fêmeas, redução gradual da oferta e valorização dos preços do boi gordo.O presente e o futuro da pecuária nordestina são o tema central da quarta edição da Agrofeira IBC, que acontece nos dias 18 e 19 de setembro, na Fazenda Recanto. O evento vai reunir pecuaristas da região, pesquisadores, autoridades e empresas do agro.A Agrofeira também abrirá espaço para negócios, com a oferta de reprodutores da raça Nelore e estandes de dezenas de empresas de máquinas, insumos, genética e serviços. A inscrição é gratuita e pode ser feita no site doity.com.br/agrofeira-ibc-2026.