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Pecuária: relação de troca no confinamento entre preço da arroba e alimentação do rebanho está favorável ao produtor

Na região Sudeste, uma arroba passou a pagar 29,97 dias de alimentação, praticamente um mês de cocho

16:24

Fonte: Jonatas Boni/Sistema Famato
Fonte: Jonatas Boni/Sistema Famato
O custo alimentar passou a representar menos da metade das arrobas produzidas no confinamento no Sudeste em julho. Segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP), apenas 47,9% das 7,59 arrobas produzidas por animal foram necessárias para pagar toda a alimentação do ciclo.

O resultado levou a Relação de Troca ICAP/Boi Gordo ao maior nível da série histórica: uma arroba passou a pagar 29,97 dias de alimentação, praticamente um mês de cocho. O indicador é calculado a partir de dados reais coletados pela tecnologia de gestão de confinamento (TGC) que gerencia 62% das cabeças confinadas do país (Beef Report Abiec/2025).

A melhora foi resultado da combinação entre custo alimentar em queda e recuperação da receita. O ICAP do Sudeste recuou 2,63%, para R$ 11,48 por cabeça/dia, menor patamar desde agosto de 2024, enquanto a arroba do boi gordo avançou 3,77%, para R$ 344. Com isso, são necessárias apenas 3,64 arrobas das 7,59 produzidas para pagar toda a alimentação do ciclo médio de 109 dias. As 3,95 arrobas restantes, equivalentes a 52,1% da produção, ficam disponíveis para cobrir os demais custos e formar margem.

No Centro-Oeste, o ICAP avançou 1,63%, para R$ 13,12 por cabeça/dia, mas a alta não veio do encarecimento da dieta. O custo da dieta de terminação caiu 1,05%, no quarto alívio consecutivo, enquanto o milho recuou outros 9,1%. A elevação do índice foi puxada principalmente pelo maior consumo de matéria seca (+2,11%) e pelos custos das fases de adaptação (+3,30%) e crescimento (+1,19%). No Centro-Oeste, a Relação de Troca recuou ligeiramente, de 25,06 para 24,50 dias, influenciada pelo ICAP mais alto e pela estabilidade da arroba. Ainda assim, apenas 4,04 das 8,08 arrobas produzidas são necessárias para pagar a alimentação — exatamente 50% da produção.

A lucratividade da arroba produzida também avançou nas duas regiões e atingiu os maiores valores desde março. No Sudeste, chegou a R$ 1.145,71 por cabeça (+13,73%), enquanto o Centro-Oeste alcançou R$ 1.138,30 (+8,08%) — diferença de apenas R$ 7,41, configurando empate técnico.

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