Preço do leite pago ao produtor acumula alta de 17,6% no 1° trimestre
Valor do litro encerrou o intervalo de janeiro a março com a média em R$ 2,2038
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Fonte: Freepik
O preço do leite pago ao produtorsubiu em março/26 pelo terceiro mês consecutivo, confirmando a expectativa dos agentes de mercado de que a redução na oferta impulsionaria as cotações em intensidade superior à observada nos meses anteriores.Segundo pesquisa do Cepea, a alta foi de 10,5% frente a fevereiro, levando a “Média Brasil” para R$ 2,3924/litro. O preço, contudo, ainda está 18,7% abaixo do registrado em março/25, em termos reais. No primeiro trimestre de 2026, a elevação acumulada é de 17,6% com a média em R$ 2,2038/l, valor 23,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (os valores foram deflacionados pelo IPCA de março/26).Derivados se valorizam em abril, mas mercado dá sinais de acomodaçãoPesquisa realizada pelo Cepea, com apoio da OCB, apontou que os preços dos derivados lácteos no atacado paulista seguiram em alta em abril, acompanhando a valorização da matéria-prima. Com estoques mais ajustados, as negociações entre indústrias e canais de distribuição permaneceram aquecidas ao longo do mês. A redução gradual da produção de leite no campo desde o início do ano, somada ao aumento do preço da matéria-prima, limitou o processamento de lácteos e contribuiu para reajustes positivos nos derivados.Comércio exterior brasileiro de lácteos recua em abrilTanto as importações quanto as exportações brasileiras de lácteos diminuíram em abril, sendo que os embarques recuaram de forma mais expressiva. Segundo dados da Secex analisados pelo Cepea, as importações caíram 10% frente a março, chegando a 218,38 milhões de litros Equivalente-Leite (EqL). Os embarques, por sua vez, registraram queda de 28,67%, somando 3,99 milhões de litros EqL.Ração, suplementos minerais e diesel mais caros elevam custos em abrilO Custo Operacional Efetivo (COE) subiu novamente em abril, com avanço de 1,10% frente a março na “média Brasil”. Com esse resultado, já são quatro meses consecutivos de aumento nos custos de produção, acumulando alta de 3,24% neste ano. As elevações das despesas com nutrição, sanidade e operações mecanizadas influenciaram no aumento do COE em abril.